Jesus and the Urantia Book
Blog Stories
Are You Lukewarm?
Did we Evolve from Apes?
Big Bang...Or
God Within
  Home Page

  Quote Of The Day

  Urantia Book Search Engine

  Urantia Book

  Jesus And The Urantia Book

  Urantia Book Video

  Urantia Book Audio

  The Gallery

  Heartwarming And Humorous Stories

  Discussion Forum

  Answers To Life's Toughest Questions

  News, Blogs, Games + Social

  How The Urantia Book Changed My Life

  Spiritual Studies

  Get Involved

  FAQ

  Links

  About Us

  Store

  Buscar solo en El libro de Urantia

  El Libro De Urantia

  Procure apenas no Livro de Urântia

  O Livro De Urantia

  O Livro De Urantia
       Documento 0, Introdução
       Documento 1, O Pai Universal
       Documento 2, A Natureza De Deus
       Documento 3, Os Atributos De Deus
       Documento 4, A Relação De Deus Com O Universo
       Documento 5, A Relação De Deus Com O Universo
       Documento 6, O Filho Eterno
       Documento 7, A Relação Do Filho Eterno Com O Universo
       Documento 8, O Espírito Infinito
       Documento 9, A Relação Do Espírito Infinito Com O Universo
       Documento 10, A Trindade Do Paraíso
       Documento 11, A Ilha Eterna Do Paraíso
       Documento 12, O Universo Dos Universos
       Documento 13, As Esferas Sagradas Do Paraíso
       Documento 14, O Universo Central E Divino
       Documento 15, Os Sete Superuniversos-O Universo Central E Divino
       Documento 16, Os Sete Espíritos Mestres
       Documento 17, Os Sete Grupos De Espíritos Supremos
       Documento 18, As Personalidades Supremas Da Trindade
       Documento 19, Os Seres Coordenados Originários Da Trindade
       Documento 20, Os Filhos De Deus, Do Paraíso
       Documento 21, Os Filhos Criadores Do Paraíso
       Documento 22, Os Filhos Trinitarizados De Deus
       Documento 23, Os Mensageiros Solitários
       Documento 24, As Personalidades Mais Elevadas Do Espírito Infinito
       Documento 25, As Hostes De Mensageiros Do Espaço
       Documento 26, Espíritos Ministradores Do Universo Central
       Documento 27, Ministração Dos Supernafins Primários
       Documento 28, Espíritos Ministradores Dos Superuniversos
       Documento 29, Os Diretores De Potência Do Universo
       Documento 30, Personalidades Do Grande Universo
       Documento 31, O Corpo De Finalidade
       Documento 32, A Evolução Dos Universos Locais
       Documento 33, A Administração Do Universo Local
       Documento 34, O Espírito Materno Do Universo Local
       Documento 35, Os Filhos De Deus Do Universo Local
       Documento 36, Os Portadores Da Vida
       Documento 37, As Personalidades Do Universo Local
       Documento 38, Os Espíritos Ministradores Do Universo Local
       Documento 39, As Hostes Seráficas
       Documento 40, Os Filhos Ascendentes De Deus
       Documento 41, Aspectos Físicos Do Universo Local
       Documento 42, Energia - Mente E Matéria
       Documento 43, As Constelações
       Documento 44, Os Artesãos Celestes
       Documento 45, A Administração Do Sistema Local
       Documento 46, A Sede Central Do Sistema Local
       Documento 47, Os Sete Mundos Das Mansões
       Documento 48, A Vida Moroncial
       Documento 49, Os Mundos Habitados
       Documento 50, Os Príncipes Planetários
       Documento 51, Os Adãos Planetários
       Documento 52, Épocas Planetárias Dos Mortais
       Documento 53, A Rebelião De Lúcifer
       Documento 54, Os Problemas Da Rebelião De Lúcifer
       Documento 55, As Esferas De Luz E Vida
       Documento 56, A Unidade Universal
       Documento 57, A Origem De Urântia
       Documento 58, O Estabelecimento Da Vida Em Urântia
       Documento 59, A Era Da Vida Marinha Em Urântia
       Documento 60, Urântia Durante A Era Da Vida Terrestre Primitiva
       Documento 61, A Era Dos Mamíferos Em Urântia
       Documento 62, As Raças Na Aurora Do Homem Primitivo
       Documento 63, A Primeira Família Humana
       Documento 64, As Raças Evolucionárias De Cor
       Documento 65, O Supracontrole Da Evolução
       Documento 66, O Príncipe Planetário De Urântia
       Documento 67, A Rebelião Planetária
       Documento 68, A Aurora Da Civilização
       Documento 69, Instituições Humanas Primitivas
       Documento 70, A Evolução Do Governo Humano
       Documento 71, O Desenvolvimento Do Estado
       Documento 72, O Governo, Num Planeta Vizinho
       Documento 73, O Jardim Do Éden
       Documento 74, Adão E Eva
       Documento 75, A Falta De Adão E Ev
       Documento 76, O Segundo Jardima
       Documento 77, As Criaturas Intermediárias
       Documento 78, A Raça Violeta Depois Dos Dias De Adão
       Documento 79, A Expansão Andita No Oriente
       Documento 80, A Expansão Andita No Ocidente
       Documento 81, O Desenvolvimento Da Civilização Moderna
       Documento 82, A Evolução Do Matrimônio
       Documento 83, A Instituição Do Matrimônio
       Documento 84, O Matrimônio E A Vida Familiar
       Documento 85, As Origens Da Adoração
       Documento 86, A Evolução Primitiva Da Religião
       Documento 87, Os Cultos Dos Fantasmas
       Documento 88, Fetiches, Encantos E Magias
       Documento 89, Pecado, Sacrifício E Expiação
       Documento 90, O Xamanismo – Curandeiros E Sacerdotes
       Documento 91, A Evolução Da Prece
       Documento 92, A Evolução Posterior Da Religião
       Documento 93, Maquiventa Melquisedeque
       Documento 94, Os Ensinamentos De Melquisedeque No Oriente
       Documento 95, Os Ensinamentos De Melquisedeque No Levante
       Documento 96, Yavé – O Deus Dos Hebreus
       Documento 97, A Evolução Do Conceito De Deus Entre Os Hebreus
       Documento 98, Os Ensinamentos De Melquisedeque No Ocidente
       Documento 99, Os Problemas Sociais Da Religião
       Documento 100, A Religião Na Experiência Humana
       Documento 101, A Natureza Real Da Religião
       Documento 102, Os Fundamentos Da Fé Religiosa
       Documento 103, A Realidade Da Experiência Religiosa
       Documento 104, O Crescimento Do Conceito Da Trindade
       Documento 105, A Deidade E A Realidade
       Documento 106, Níveis De Realidade No Universo
       Documento 107, A Origem E A Natureza Dos Ajustadores Do Pensamento
       Documento 108, A Missão E O Ministério Dos Ajustadores Do Pensamento
       Documento 109, A Relação Dos Ajustadores Com
       Documento 110, A Relação Dos Ajustadores Com Os Indivíduos Mortais
       Documento 111, O Ajustador E A Alma
       Documento 112, A Sobrevivência Da Personalidade
       Documento 113, Os Guardiães Seráficos Do Destino
       Documento 114, O Governo Seráfico Planetário
       Documento 115, O Ser Supremo
       Documento 116, O Supremo Todo-Poderoso
       Documento 117, Deus, O Supremo
       Documento 118, O Supremo E O Último – O Tempo E O Espaço
       Documento 119, As Auto-Outorgas De Cristo Michael
       Documento 120, A Auto-Outorga De Michael Em Urântia
       Documento 121, A Época Da Auto-Outorga De Michael
       Documento 122, O Nascimento E A Infância De Jesus
       Documento 123, A Primeira Infância De Jesus
       Documento 124, A Segunda Infância De Jesus
       Documento 125, Jesus Em Jerusalém
       Documento 126, Os Dois Anos Cruciais
       Documento 127, Os Anos Da Adolescência
       Documento 128, O Início Da Vida Adulta De Jesus
       Documento 129, A Vida Adulta De Jesus
       Documento 130, A Caminho De Roma
       Documento 131, As Religiões Do Mundo
       Documento 132, A Permanência Em Roma
       Documento 133, O Retorno De Roma
       Documento 134, Os Anos De Transição
       Documento 135, João Batista
       Documento 136, O Batismo E Os Quarenta Dias
       Documento 137, O Tempo De Espera Na Galiléia
       Documento 138, A Formação Dos Mensageiros Do Reino
       Documento 139, Os Doze Apóstolos
       Documento 140, A Ordenação Dos Doze
       Documento 141, Começando O Trabalho Público
       Documento 142, A Páscoa Em Jerusalém
       Documento 143, Atravessando A Samaria
       Documento 144, Em Gilboa E Na Decápolis
       Documento 145, Quatro Dias Memoráveis Em Cafarnaum
       Documento 146, A Primeira Campanha De Pregação Na Galiléia
       Documento 147, O Interlúdio Da Visita A Jerusalém
       Documento 148, Preparando Os Evangelistas Em Betsaida
       Documento 149, A Segunda Campanha De Pregação
       Documento 150, A Terceira Campanha De Pregação
       Documento 151, Ensinamentos E Permanência À Beira-Mar
       Documento 152, Os Acontecimentos Que Levaram À Crise De Cafarnaum
       Documento 153, A Crise Em Cafarnaum
       Documento 154, Os Últimos Dias Em Cafarnaum
       Documento 155, A Escapada Pelo Norte da Galiléia
       Documento 156, A Estada Em Tiro E Sidom
       Documento 157, Em Cesaréia-Filipe
       Documento 158, O Monte Da Transfiguração
       Documento 159, A Campanha Na Decápolis
       Documento 160, Rodam De Alexandria
       Documento 161, Novas Discussões Com Rodam
       Documento 162, Na Festa De Tabernáculos
       Documento 163, A Ordenação Dos Setenta Em Magadam
       Documento 164, Na Festa Da Dedicação
       Documento 165, A Missão Na Peréia Tem Início
       Documento 166, A Última Visita Ao Norte Da Pereia
       Documento 167, A Visita À Filadélfia
       Documento 168, A Ressurreição De Lázaro
       Documento 169, O Último Ensinamento Em Pela
       Documento 170, O Reino Do Céu
       Documento 171, A Caminho De Jerusalém
       Documento 172, A Entrada Em Jerusalém
       Documento 173, A Segunda-Feira Em Jerusalém
       Documento 174, Terça-Feira De Manhã No Templo
       Documento 175, O Último Discurso No Templo
       Documento 177, Quarta-Feira, O Dia Do Descanso
       Documento 176, Terça-Feira À Noite No Monte Das Oliveiras
       Documento 178, O Último Dia No Acampamento
       Documento 179, A Última Ceia
       Documento 180, O Discurso De Despedida
       Documento 181, Exortações E Conselhos Finais
       Documento 182, No Getsêmane
       Documento 183, A Traição A Jesus E A Sua Prisão
       Documento 184, Perante O Tribunal Do Sinédrio
       Documento 185, O Julgamento Diante De Pilatos
       Documento 186, Pouco Antes Da Crucificação
       Documento 187, A Crucificação
       Documento 188, O Período Dentro Da Tumba
       Documento 189, A Ressurreição
       Documento 190, As Aparições Moronciais De Jesus
       Documento 191, As Aparições Aos Apóstolos E Aos Outros Líderes
       Documento 192, Aparições Na Galiléia
       Documento 193, Últimas Aparições E Ascensão
       Documento 194, O Outorgamento Do Espírito Da Verdade
       Documento 195, Depois De Pentecostes
       Documento 196, A Fé De Jesus

[print]    [email]     CHANGE FONT  + + +
Procure apenas no Livro de Urântia

O Livro de Urântia

Documento 25

As Hostes de Mensageiros do Espaço


(273.1) 25:0.1 AS HOSTES de Mensageiros do Espaço estão em um nível intermediário da família do Espírito Infinito. Estes seres versáteis funcionam como elos de ligação entre as personalidades mais elevadas e os espíritos ministradores. As hostes de mensageiros incluem as seguintes ordens de seres celestes:

(273.2) 25:0.2 1. Servidores de Havona.
(273.3) 25:0.3 2. Conciliadores Universais.
(273.4) 25:0.4 3. Conselheiros Técnicos.
(273.5) 25:0.5 4. Custódios dos Registros do Paraíso.
(273.6) 25:0.6 5. Registradores Celestes.
(273.7) 25:0.7 6. Companheiros Moronciais.
(273.8) 25:0.8 7. Companheiros do Paraíso.

(273.9) 25:0.9 Dos sete grupos enumerados, apenas três — o dos Servidores, Conciliadores e Companheiros Moronciais — são criados como tais; os quatro restantes representam níveis a serem alcançados pelas ordens angélicas. De acordo com a natureza inerente e o status alcançado, as hostes dos mensageiros servem de modos variados no universo dos universos, mas sempre submetidas à direção daqueles que governam os reinos dos seus compromissos.

1. Os Servidores de Havona

(273.10) 25:1.1 Embora recebam o nome de Servidores, estas “criaturas intermediárias” do universo central não são servas no sentido mais comum da palavra. No mundo espiritual, não existe algo como o trabalho servil; todo o serviço é sagrado e apaixonante; e os seres das ordens mais elevadas tampouco desdenham as ordens inferiores de existência.

(273.11) 25:1.2 Os Servidores de Havona são o resultado de um trabalho criativo conjunto dos Sete Espíritos Mestres e seus colaboradores, os Sete Diretores Supremos de Potência. Essa colaboração criativa é a que mais se aproxima do modelo para a longa lista de reproduções de ordem dual nos universos evolucionários, estendendo-se desde a criação de um Brilhante Estrela Matutino, pelo enlace de um Filho Criador com um Espírito Criativo Materno, até a procriação sexuada em mundos como Urântia.

(273.12) 25:1.3 O número de Servidores é prodigioso, e mais deles estão sendo criados todo o tempo. Surgem em grupos de mil, no terceiro momento que se segue à reunião dos Espíritos Mestres e dos Diretores Supremos do Poder, na sua área conjunta no distante setor norte do Paraíso. Cada quarto servidor criado tem um tipo mais físico do que os outros; isto é, em cada mil deles, setecentos e cinqüenta são aparentemente fiéis ao tipo espiritual, mas duzentos e cinqüenta são de natureza semifísica. Essas quartas criaturas, de algum modo, são da ordem dos seres materiais (materiais no sentido que isso tem em Havona), sendo mais semelhantes aos diretores físicos do poder do que aos Espíritos Mestres.

(274.1) 25:1.4 Nas relações de personalidade, o espiritual é dominante sobre o material, ainda que não pareça ser assim agora em Urântia; e, na produção dos Servidores de Havona, a lei do predomínio do espírito prevalece; a proporção estabelecida é de três seres espirituais para um semifísico.

(274.2) 25:1.5 Todos os Servidores recém-criados, junto com os Guias dos Graduados recém-surgidos, passam pelos cursos de aprendizado que os Guias seniores continuamente dirigem em cada um dos sete circuitos de Havona. Os servidores são designados, então, para as atividades às quais estão mais bem adaptados e, já que são de dois tipos — o espiritual e o semifísico — , há poucos limites ao tipo de trabalho que esses seres versáteis podem fazer. Os grupos mais elevados, ou espirituais, são seletivamente designados para os serviços do Pai, do Filho e do Espírito, e para o trabalho dos Sete Espíritos Mestres. São despachados em grande número, de tempos em tempos, para servirem nos mundos de estudo que circundam as esferas-sede centrais dos sete superuniversos, os mundos devotados ao aperfeiçoamento final e à cultura espiritual das almas ascendentes do tempo, as quais se estão preparando para avançar até os circuitos de Havona. Tanto os Servidores espirituais quanto os seus semelhantes mais físicos são designados como assistentes e associados dos Guias dos Graduados, na ajuda e na instrução das várias ordens de criaturas ascendentes que alcançaram Havona e que buscam alcançar o Paraíso.

(274.3) 25:1.6 Os Servidores de Havona e os Guias dos Graduados manifestam uma transcendente emoção no seu trabalho e uma afeição comovente uns pelos outros, afeição que, ainda que espiritual, vós só poderíeis compreender por meio de uma comparação com o fenômeno do amor humano. Quando os Servidores são despachados em missões além dos limites do universo central, como freqüentemente ocorre, a sua separação dos Guias tem um aspecto divino comovente; mas eles partem com alegria, e não com tristeza. O júbilo de satisfação por prestarem deveres elevados é a emoção preponderante dos seres espirituais. A tristeza não pode existir em face da consciência do dever divino fielmente cumprido. E, quando a alma ascendente do homem se coloca perante o Juiz Supremo, a decisão de importância eterna não será determinada por êxitos materiais, nem por sucessos quantitativos; o veredicto que reverbera nas altas cortes declara: “Muito bem, servidor bom e fiel; tu tens sido fiel em alguns pontos essenciais; tu passarás a ter predomínio sobre as realidades universais”.

(274.4) 25:1.7 No serviço do superuniverso, os Servidores de Havona são sempre designados ao domínio presidido pelo Espírito Mestre ao qual eles mais se assemelham pelas suas prerrogativas de espírito em geral e em especial. Eles servem apenas nos mundos educacionais circunvizinhos das capitais dos sete superuniversos, e o último relatório de Uversa indica que quase 138 bilhões de Servidores estavam servindo nos seus 490 satélites. Eles abraçam uma variedade sem fim de atividades ligadas ao trabalho desses mundos educacionais, que compreendem as superuniversidades do superuniverso de Orvônton. Ali, permanecem como companheiros vossos; eles desceram do domínio da vossa próxima carreira para estudar-vos e inspirar-vos com a realidade e a certeza da vossa graduação final de saída dos universos do tempo, para os domínios da eternidade. E, nesses contatos, os Servidores ganham aquela experiência preliminar de ministração às criaturas ascendentes do tempo, que é de tanta ajuda no seu trabalho subseqüente, nos circuitos de Havona, como colaboradores dos Guias dos Graduados ou — Servidores transferidos — como os próprios Guias dos Graduados.

2. Os Conciliadores Universais

(275.1) 25:2.1 Para cada Servidor de Havona criado, sete Conciliadores Universais são trazidos à existência, um em cada superuniverso. Tal ato criativo envolve uma técnica superuniversal definida de resposta refletiva às transações que têm lugar no Paraíso.

(275.2) 25:2.2 Nos mundos-sede dos sete superuniversos, funcionam as sete refletividades dos Sete Espíritos Mestres. É difícil tentar retratar, para a mente material, as naturezas desses Espíritos Refletivos. Eles são personalidades verdadeiras; e, ainda assim, cada membro do grupo de um superuniverso é o reflexo perfeito de apenas um dos Sete Espíritos Mestres. E, toda vez que os Espíritos Mestres se associam aos diretores de potência, com o propósito de criar um grupo de Servidores de Havona, acontece uma focalização simultânea em um dos Espíritos Refletivos de cada um dos grupos, nos superuniversos, e, surge, imediata e plenamente, um número igual de Conciliadores Universais nos mundos-sede das supercriações. Se, para a criação dos Servidores, é o Espírito Mestre de Número Sete que deve tomar a iniciativa, ninguém senão os Espíritos Refletivos da sétima ordem é que se engravidam de Conciliadores; e, concomitantemente com a criação de mil Servidores orvontonianos, mil Conciliadores da sétima ordem devem aparecer em cada capital dos super- universos. Desses episódios, que refletem a natureza sétupla dos Espíritos Mestres, nascem as sete ordens criadas de Conciliadores que servem em cada superuniverso.

(275.3) 25:2.3 Os Conciliadores de status pré-paradisíaco não servem fazendo trocas entre os superuniversos, eles ficam restritos ao segmento nativo da criação. Cada corpo superuniversal, abrangendo um sétimo de cada ordem criada, passa, portanto, um tempo muito longo sob a influência de um e apenas de um dos Espíritos Mestres, pois, enquanto todos os sete são refletidos para as capitais dos superuniversos, apenas um é o dominante em cada supercriação.

(275.4) 25:2.4 Cada uma das sete supercriações está efetivamente impregnada pelo Espírito Mestre que preside aos seus destinos. Cada superuniverso, assim, torna-se um espelho gigantesco, refletindo a natureza e o caráter do Espírito Mestre que o supervisiona; e tudo isso tem ainda continuação em cada universo local subsidiário, pela presença e função dos Espíritos Maternos Criativos. O efeito desse ambiente sobre o crescimento evolucionário é tão profundo que, nas suas carreiras pós-superuniversais, os Conciliadores manifestam coletivamente quarenta e nove pontos de vista experienciais, ou discernimentos interiores, cada um de um ângulo — incompleto, portanto — , mas todos se compensam mutuamente e, juntos, tendem a abranger o círculo da Supremacia.

(275.5) 25:2.5 Em cada superuniverso, os Conciliadores Universais encontram-se segregados, inata e estranhamente, em grupos de quatro, e, interassociados assim, continuam a servir. Em cada grupo, três são personalidades espirituais e uma, como a quarta das criaturas dos servidores, é um ser semimaterial. Esse quarteto constitui uma comissão conciliadora e é formado como se descreve a seguir:

(275.6) 25:2.6 1. O Juiz-Árbitro. Aquele que é designado, por unanimidade, pelos outros três como o mais competente e mais bem qualificado para atuar como o dirigente judiciário do grupo.
(275.7) 25:2.7 2. O Advogado Espiritual. Aquele que é apontado pelo juiz-árbitro para apresentar as evidências e salvaguardar os direitos de todas as personalidades envolvidas em qualquer questão designada para o julgamento a ser feito pela comissão de conciliação.
(276.1) 25:2.8 3. O Executor Divino. O conciliador qualificado, pela sua natureza inerente, para fazer contato com os seres materiais dos reinos e executar as decisões da comissão. Os Executores divinos, sendo quartas criaturas — seres quase materiais — , são quase, mas não completamente, visíveis para a vista de curto alcance das raças mortais.
(276.2) 25:2.9 4. O Registrador. O membro restante da comissão, automaticamente, torna-se o registrador, o escrevente do tribunal. Ele assegura que todos os registros sejam adequadamente preparados para os arquivos do superuniverso e para os registros do universo local. Se a comissão está servindo em um mundo evolucionário, um terceiro relato, com a assistência do Executor, é preparado para os registros físicos do governo do sistema da jurisdição.

(276.3) 25:2.10 Quando em sessão, uma comissão funciona como um grupo de três, pois o advogado é destacado durante o julgamento e participa da formulação do veredicto apenas na conclusão da audiência. E é por isso que essas comissões são algumas vezes chamadas de trios de arbitragem.

(276.4) 25:2.11 Os Conciliadores são de muito valor para manter o universo dos universos funcionando em harmonia. Atravessando o espaço com a velocidade seráfica tríplice, eles servem como cortes itinerantes nos mundos, como comissões devotadas ao julgamento rápido das dificuldades menores. Não fosse por essas comissões móveis e eminentemente equânimes, os tribunais das esferas estariam irremediavelmente sobrecarregados com os desentendimentos menores dos reinos.

(276.5) 25:2.12 Esses trios de árbitros não julgam as questões de importância eterna; a alma, a perspectiva eterna de uma criatura do tempo, nunca é colocada em perigo pelos atos deles. Os Conciliadores não lidam com questões que ultrapassam a existência temporal e o bem-estar cósmico das criaturas do tempo. Contudo, uma vez que uma comissão haja aceitado a jurisdição de um problema, as suas determinações são finais e sempre unânimes; não há apelo quanto à decisão do juiz-árbitro.

3. O Serviço de Longo Alcance dos Conciliadores

(276.6) 25:3.1 Os Conciliadores mantêm sedes grupais na capital do seu superuniverso, onde a sua corporação principal de reserva é mantida. As suas reservas secundárias ficam estacionadas nas capitais dos universos locais. Os comissários mais jovens e menos experientes começam o seu serviço nos mundos inferiores, mundos como Urântia, e avançam para o julgamento de problemas maiores, depois de haverem amadurecido em experiência.

(276.7) 25:3.2 A ordem dos Conciliadores é totalmente digna de confiança, nenhum deles jamais se desviou. Embora não sejam infalíveis em sabedoria e em julgamento, a sua confiabilidade é inquestionável e a sua fidelidade infalível. Eles têm origem na sede de um superuniverso e, finalmente, voltam para lá, avançando pelos níveis seguintes de serviço no universo:

(276.8) 25:3.3 1. Os Conciliadores dos Mundos. Sempre que as personalidades supervisoras dos mundos individuais ficam altamente perplexas, ou em um impasse genuíno, quanto ao procedimento adequado sob as circunstâncias existentes, e, se a questão não é de importância suficiente para ser apresentada aos tribunais regularmente constituídos do reino, então, após receber uma petição de duas personalidades, uma de cada uma das partes em contenda, uma comissão conciliadora começará imediatamente a funcionar.

(277.1) 25:3.4 Depois que essas dificuldades administrativas e jurídicas hajam sido colocadas nas mãos dos Conciliadores, para estudo e julgamento, eles tornam-se supremos em autoridade. Mas não formularão uma decisão até que todas as evidências hajam sido examinadas, e não há absolutamente nenhum limite para a sua autoridade de convocar testemunhas de todo e qualquer lugar. E, conquanto não possa haver apelação das suas decisões, algumas vezes, as questões desenvolvem-se de um modo tal que a comissão fecha os seus registros, em um determinado ponto, conclui as suas opiniões e transfere toda a questão para um tribunal mais elevado do reino.

(277.2) 25:3.5 As decisões dos comissários são colocadas nos registros do planeta e, se necessário, são levadas a efeito pelo Executor divino. O seu poder é muito grande, e o alcance das suas atividades em um mundo habitado é bastante amplo. Os Executores divinos são manipuladores exímios de tudo o que seria de interesse para o que deveria ser. O seu trabalho, por vezes, é executado para o bem-estar aparente do reino e, por vezes, os seus atos, nos mundos do tempo e do espaço, são de difícil explicação. Embora os seus decretos não sejam executados em desafio à lei natural, nem à ordem usual do reino, freqüentemente realizam os seus estranhos feitos e impõem os mandados dos Conciliadores de acordo com as leis mais altas da administração do sistema.

(277.3) 25:3.6 2. Os Conciliadores das Sedes dos Sistemas. Depois de servir nos mundos evolucionários, essas comissões de quatro integrantes são promovidas para o serviço em uma sede de sistema. Ali, há muito trabalho a ser executado, e elas demonstram ser amigas compreensivas dos homens, dos anjos e de outros seres espirituais. Os trios de arbitragem não se interessam tanto pelas diferenças pessoais quanto pelas contendas grupais e pelos desentendimentos que surgem entre ordens diferentes de criaturas; pois, na sede de um sistema, vivem tanto seres espirituais quanto materiais, e também os tipos combinados, tais como os Filhos Materiais.

(277.4) 25:3.7 No momento em que os Criadores trazem à existência indivíduos em evolução com o poder de escolha, nesse momento, o trabalho suave da perfeição divina fica de lado; é certo que desentendimentos surgirão, e medidas devem ser tomadas para o acerto equânime dessas diferenças sinceras de pontos de vista. Deveríamos todos lembrar-nos de que os Criadores todo-sábios e Todo-Poderosos poderiam ter feito os universos locais tão perfeitos quanto Havona, onde as comissões de conciliação não necessitam funcionar no universo central. Mas os Criadores não escolheram, com a sua sabedoria total, fazer assim. E, conquanto hajam produzido universos nos quais as diferenças abundam e as dificuldades fervilham, do mesmo modo, muniram os universos de mecanismos e meios para que todas essas diferenças sejam acomodadas, harmonizando toda essa confusão aparente.

(277.5) 25:3.8 3. Os Conciliadores das Constelações. Depois de prestar serviço nos sistemas, os Conciliadores são promovidos para o julgamento dos problemas de uma constelação, encarregando-se das dificuldades menores que surgem entre os seus cem sistemas de mundos habitados. Não são muitos os problemas, desenvolvendo-se na sede da constelação, que caem sob a sua jurisdição; mas eles se mantêm ocupados, indo de sistema em sistema, coletando evidências e preparando as declarações preliminares. Se a contenda é sincera, se as dificuldades surgem de diferenças francas de opinião e de uma diversidade honesta de pontos de vista, não importa que sejam poucas as pessoas envolvidas, não importa quão aparentemente trivial seja o mal-entendido, uma comissão de conciliação pode sempre julgar os méritos dentro da controvérsia.

(277.6) 25:3.9 4. Os Conciliadores dos Universos Locais. No trabalho mais abrangente de um universo, os comissários são de grande ajuda, tanto para os Melquisedeques quanto para os Filhos Magisteriais e os governantes das constelações e as hostes de personalidades envolvidas na coordenação e na administração das cem constelações. As diferentes ordens de serafins e outros residentes das esferas-sede de um universo local também utilizam a ajuda e as decisões dos trios de arbitragem.

(278.1) 25:3.10 É quase impossível explicar a natureza dessas diferenças, que podem surgir nos assuntos detalhados de um sistema, constelação ou universo. As dificuldades surgem, mas são muito diferentes da pequenez dos pleitos e provações da existência material, do modo como são vividos nos mundos evolucionários.

(278.2) 25:3.11 5. Os Conciliadores dos Setores Menores do Superuniverso. Depois dos problemas dos universos locais, os comissários avançam, passando ao estudo das questões que surgem nos setores menores do seu superuniverso. Quanto mais se eleva interiormente, afastando-se dos planetas individuais, menos o Executor divino tem questões materiais sob o seu dever; gradualmente ele assume um novo papel de intérprete da justiça-misericórdia, ao mesmo tempo — sendo quase material — mantendo a comissão, como um todo, em compassivo contato com os aspectos materiais das suas investigações.

(278.3) 25:3.12 6. Os Conciliadores dos Setores Maiores do Superuniverso. O caráter do trabalho dos comissários continua a mudar, à medida que eles avançam. Há cada vez menos desentendimentos para julgar e cada vez mais fenômenos misteriosos a explicar e interpretar. De estágio em estágio, eles evoluem, passando de árbitros de divergências a explicadores de mistérios — são juízes que evoluem até o estado de educadores interpretativos. Árbitros eles foram, uma vez, daqueles que, por causa de sua ignorância, permitiram que dificuldades e desentendimentos surgissem; mas agora eles estão se transformando em instrutores daqueles que são inteligentes e tolerantes o suficiente para evitar choques entre as mentes e guerras de opiniões. Quanto mais elevada é a educação de uma criatura, mais respeito ela terá pelo conhecimento, pela experiência e opiniões dos outros.

(278.4) 25:3.13 7. Os Conciliadores do Superuniverso. Aqui, os Conciliadores tornam-se coordenados — quatro árbitros-educadores mutuamente em compreensão e funcionando perfeitamente. O Executor divino é despojado do seu poder distributivo e torna-se a voz física do trio espiritual. Nesse momento, esses conselheiros e educadores ter-se-ão tornado profundamente familiarizados com a maioria dos problemas e dificuldades reais encontrados na conduta dos assuntos do superuniverso. Assim, transformam-se em Conselheiros maravilhosos e educadores sábios dos peregrinos ascendentes que têm residência nas esferas educacionais circunvizinhas dos mundos-sede dos superuniversos.

(278.5) 25:3.14 Todos os Conciliadores servem sob a supervisão geral dos Anciães dos Dias e a direção imediata dos Auxiliares de Imagens, até o momento em que avançam rumo ao Paraíso. Durante a permanência no Paraíso, eles reportam-se ao Espírito Mestre que preside ao superuniverso da sua origem.

(278.6) 25:3.15 Os registros dos superuniversos não enumeram os Conciliadores que passaram adiante da sua jurisdição, e essas comissões estão amplamente espalhadas no grande universo. O último relatório de registro de Uversa dá o número dos que operam em Orvônton como sendo de quase dezoito trilhões de comissões — mais de setenta trilhões de indivíduos. Mas esses são somente uma pequena fração da multidão dos Conciliadores que têm sido criados em Orvônton; esse número acaba sendo de uma magnitude ainda mais elevada e é equivalente ao número total de Servidores de Havona, com uma margem para a transmutação em Guias dos Graduados.

(278.7) 25:3.16 De tempos em tempos, à medida que cresce o número de Conciliadores dos superuniversos, eles são transladados para o conselho de perfeição no Paraíso, do qual depois emergem como corporificações de coordenadores evolucionados por meio do Espírito Infinito, para o universo dos universos: um grupo maravilhoso de seres que está crescendo constantemente em número e em eficiência. Por meio da ascensão experiencial e pelo aperfeiçoamento no Paraíso, eles adquirem uma compreensão única da realidade emergente do Ser Supremo, e viajam pelo universo dos universos em missões especiais.

(279.1) 25:3.17 Os membros de uma comissão de conciliação nunca se separam. Um grupo de quatro seres juntos serve para sempre, exatamente como foram ligados originalmente. Mesmo no seu serviço glorificado, eles continuam a funcionar como quartetos de experiência cósmica acumulada e sabedoria experiencial perfeccionada. Eles ficam eternamente associados como uma corporificação da justiça suprema do tempo e do espaço.

4. Os Conselheiros Técnicos

(279.2) 25:4.1 Estas mentes jurídicas e técnicas do mundo espiritual não foram criadas como tais. O Espírito Infinito selecionou, dentre os primeiros supernafins e omniafins, um milhão de mentes, das mais ordenadas, como núcleo desse grupo vasto e versátil. E, desde esse tempo longínquo, uma experiência real, na aplicação das leis da perfeição aos planos da criação evolucionária, tem sido requisitada de todos os que aspiram a tornar-se Conselheiros Técnicos.

(279.3) 25:4.2 Os Conselheiros Técnicos são recrutados das fileiras das ordens das seguintes personalidades:

(279.4) 25:4.3 1. Os Supernafins.
(279.5) 25:4.4 2. Os Seconafins.
(279.6) 25:4.5 3. Os Tertiafins.
(279.7) 25:4.6 4. Os Omniafins.
(279.8) 25:4.7 5. Os Serafins.
(279.9) 25:4.8 6. Certos Tipos de Mortais Ascendentes.
(279.10) 25:4.9 7. Certos Tipos de Criaturas Intermediárias Ascendentes.

(279.11) 25:4.10 No momento presente, não contando os mortais e criaturas intermediárias, que são de designação transitória, o número de Conselheiros Técnicos registrado em Uversa e operando em Orvônton excede ligeiramente aos sessenta e um trilhões.

(279.12) 25:4.11 Os Conselheiros Técnicos freqüentemente funcionam como indivíduos, mas organizados para o serviço, em grupos de sete, mantêm sedes-centrais comuns nas esferas da sua designação. Em cada grupo, ao menos cinco devem ser de status permanente, enquanto dois podem ser de vínculo temporário. Os mortais ascendentes e as criaturas intermediárias ascendentes servem nessas comissões de conselho enquanto estão buscando a sua ascensão ao Paraíso, mas não entram nos cursos regulares de aperfeiçoamento para Conselheiros Técnicos, e jamais se tornam membros permanentes da ordem.

(279.13) 25:4.12 Os mortais e as criaturas intermediárias que servem transitoriamente junto aos Conselheiros são escolhidos para esse trabalho conforme a sua perícia no conceito da lei universal e da justiça suprema. À medida que vós fordes caminhando em direção à meta do Paraíso, constantemente adquirindo mais conhecimento e maior habilidade, ser-vos-ão dadas oportunidades contínuas de passardes a outros a sabedoria e a experiência que já houverdes acumulado; e, em todo o caminho até Havona, estareis fazendo o papel de um aluno-mestre. Ireis elaborar o vosso caminho, nos níveis ascendentes dessa vasta universidade experiencial, repartindo com aqueles abaixo de vós os conhecimentos recém-adquiridos no avançar da vossa carreira. No regime universal, só sereis considerados como possuidores, vós próprios, do conhecimento e da verdade, quando houverdes demonstrado a vossa capacidade e vontade de passar esse conhecimento e essa verdade aos outros.

(280.1) 25:4.13 Depois de um longo aperfeiçoamento e de uma experiência factual, a qualquer dos espíritos ministradores, acima do status de querubim, é permitido receber uma indicação permanente como Conselheiro Técnico. Todos os candidatos entram voluntariamente nessa ordem de serviço; todavia, uma vez que hajam assumido tais responsabilidades, não podem abandoná-las. Apenas os Anciães dos Dias podem transferir esses Conselheiros para outras atividades.

(280.2) 25:4.14 O aperfeiçoamento dos Conselheiros Técnicos, iniciado nas Faculdades Melquisedeques dos universos locais, continua até as cortes dos Anciães dos Dias. Desse aperfeiçoamento, no superuniverso, eles vão para as “escolas dos sete círculos”, localizadas nos mundos-pilotos dos circuitos de Havona. E, depois dos mundos-pilotos, são recebidos nas “Faculdades de ética da lei e técnica da Supremacia”, a escola de aperfeiçoamento do Paraíso que aperfeiçoa os Conselheiros Técnicos.

(280.3) 25:4.15 Esses Conselheiros são mais do que peritos jurídicos; são estudantes e professores da lei aplicada, leis do universo aplicadas às vidas e destinos de todos os que habitam os vastos domínios da imensa criação. À medida que passa o tempo, eles transformam-se nas bibliotecas vivas sobre a lei do tempo e do espaço, solucionando problemas sem fim e impedindo demoras desnecessárias, instruindo as personalidades do tempo a respeito das formas e modos de procedimento mais aceitáveis para os governantes da eternidade. Desse modo, ficam aptos a aconselhar os trabalhadores do espaço, de modo a torná-los capazes de funcionar em harmonia com os pré-requisitos do Paraíso; eles são os professores de todas as criaturas no que diz respeito às técnicas dos Criadores.

(280.4) 25:4.16 Uma tal biblioteca viva, da lei aplicada, não poderia ser criada; esses seres devem evoluir por meio da experiência real. As Deidades infinitas são existenciais e, portanto, têm compensada a sua falta de experiência, elas sabem de tudo, antes mesmo de experienciar todas e quaisquer coisas; contudo não passam esse conhecimento não-experiencial às suas criaturas subordinadas.

(280.5) 25:4.17 Os Conselheiros Técnicos dedicam-se ao trabalho de impedir os atrasos, facilitando o progresso e aconselhando realizações. Há sempre um modo melhor e mais certo de se fazer as coisas; há sempre a técnica da perfeição, um método divino, e esses conselheiros sabem como encaminhar-nos para que encontremos esse modo melhor.

(280.6) 25:4.18 Esses seres extremamente sábios e práticos estão estreitamente ligados, sempre, ao serviço e trabalho dos Censores Universais. Os Melquisedeques têm à sua disposição um desses corpos de peritos. Os governantes dos sistemas, constelações, universos e setores dos superuniversos estão todos amplamente supridos dessas mentes referenciais técnicas e jurídicas do mundo espiritual. Um grupo especial atua como conselheiro legal para os Portadores da Vida, aconselhando esses Filhos a respeito do quanto lhes deve ser permitido afastarem-se da ordem estabelecida da propagação da vida e instruindo-os, também, a respeito das suas prerrogativas e amplitude da sua função. São conselheiros para todas as classes de seres, sobre os usos adequados e técnicas de todas as transações do mundo do espírito. Todavia, não lidam direta nem pessoalmente com as criaturas materiais dos reinos.

(280.7) 25:4.19 Além de aconselhar sobre os usos legais, os Conselheiros Técnicos devotam-se igualmente à interpretação eficiente de todas as leis que concernem às criaturas — físicas, mentais e espirituais. Estão disponíveis para os Conciliadores Universais e todos aqueles que desejarem saber a verdade da lei; em outras palavras, saber como se pode confiar, na Supremacia da Deidade, para reagir diante de uma dada situação que comporta fatores de uma ordem física, mental ou espiritual estabelecida. Eles tentam, mesmo, elucidar a técnica do Último.

(281.1) 25:4.20 Os Conselheiros Técnicos são seres selecionados e testados; nunca soube que um deles se houvesse desviado. Não temos registros, em Uversa, de que sequer uma vez hajam sido julgados por desacato às leis divinas; leis que, de um modo tão eficaz e eloqüente, eles próprios expõem e interpretam. Não há limite conhecido para o domínio do serviço deles, e tampouco do seu progresso. Eles continuam como conselheiros até mesmo diante dos portais do Paraíso; o universo todo, da lei e da experiência, está aberto para eles.

5. Os Custódios dos Registros no Paraíso

(281.2) 25:5.1 Dentre os supernafins terciários de Havona são escolhidos alguns dos registradores comandantes mais experientes, para serem os Custódios dos Registros, os mantenedores dos arquivos formais da Ilha da Luz, aqueles arquivos que, como contraste, destacam-se dos arquivos de registros vivos nas mentes dos Custódios do conhecimento, algumas vezes designados como a “biblioteca viva do Paraíso”.

(281.3) 25:5.2 Os anjos registradores dos planetas habitados são a fonte de todos os registros individuais. Em todos os universos, outros registradores funcionam, tanto como registros formais quanto como registros vivos. De Urântia até o Paraíso, ambos os registros são encontrados: em um universo local, um pouco mais dos registros escritos e menos dos registros vivos; no Paraíso, mais dos registros vivos e menos dos formais; em Uversa, ambos estão igualmente disponíveis.

(281.4) 25:5.3 Na criação organizada e habitada, todo acontecimento de significação é motivo de registro. Enquanto os eventos cuja importância não é maior do que a local, tão somente é feito um registro local; aqueles de significação mais ampla são tratados de acordo. Dos planetas, sistemas e constelações de Nébadon, tudo o que é de importância para o universo fica assentado em Sálvington; e, desta capital do universo, os episódios são passados aos registros mais elevados, que pertencem aos assuntos dos setores e supergovernos. O Paraíso também tem um sumário relevante dos dados dos superuniversos e de Havona; e esse relato histórico e cumulativo, do universo dos universos, está sob a custódia desses excelsos supernafins terciários.

(281.5) 25:5.4 Conquanto alguns desses seres hajam sido despachados para os superuniversos, a fim de servirem como Comandantes dos Registros, dirigindo as atividades dos Registradores Celestes, nenhum jamais foi removido da lista permanente da sua ordem.

6. Os Registradores Celestes

(281.6) 25:6.1 Estes são os registradores que elaboram todos os arquivos em duplicata, efetuando um registro espiritual original e uma contrapartida semimaterial — aquilo que poderia ser chamado de cópia feita com papel carbono. E eles podem fazer isso, por causa da sua capacidade peculiar de manipular simultaneamente tanto a energia espiritual quanto a material. Os Registradores Celestes não são criados como tais; eles são serafins ascendentes dos universos locais. São recebidos, classificados e designados para as suas esferas de trabalho, pelos conselhos dos Comandantes dos Registros nas sedes-centrais dos sete superuniversos. Também lá estão localizadas as escolas de aperfeiçoamento dos Registradores Celestes. A escola em Uversa é dirigida pelos Perfeccionadores da Sabedoria e Conselheiros Divinos.

(281.7) 25:6.2 À medida que os registradores, em um universo, avançam no serviço, eles continuam o seu sistema de registro dual, tornando assim os seus registros sempre acessíveis a todas as classes de seres, desde os da ordem material até os elevados espíritos de luz. Na vossa experiência de transição, à medida que ascenderdes desse mundo material, vós sereis sempre capazes de consultar os arquivos e, por outro lado, de relacionar-vos com os registros da história e das tradições da vossa esfera de status.

(282.1) 25:6.3 Os registradores são um corpo testado e provado. Eu nunca soube da deserção de um Registrador Celeste, e nunca foi descoberta uma falsificação nos seus registros. Eles estão sujeitos a uma inspeção dual, os seus registros são minuciosamente examinados pelos seus elevados companheiros de Uversa e pelos Mensageiros Poderosos, que certificam sobre a exatidão das duplicatas quase físicas dos registros espirituais originais.

(282.2) 25:6.4 Embora seja de trilhões sobre trilhões o número dos registradores progressivos estacionados nas esferas de registro subordinadas dos universos de Orvônton, o número daqueles que alcançaram esse status em Uversa não é senão de menos de oito milhões. Esses registradores seniores, ou graduados, são os Custódios do superuniverso e os transmissores dos arquivos do tempo e do espaço sob a sua responsabilidade. A sua sede-central permanente fica nas moradas circulares que circundam a área dos registros em Uversa. Eles nunca entregam a custódia desses registros a outros; como indivíduos, eles podem ausentar-se, mas nunca em grande número.

(282.3) 25:6.5 Como esses supernafins que se tornaram os Custódios dos Registros, o corpo dos Registradores Celestes é de compromisso permanente. Uma vez que os serafins e os supernafins passam a pertencer a esses serviços, eles irão respectivamente permanecer como Registradores Celestes e Custódios dos Arquivos até o dia de uma administração nova e modificada na personalização plena de Deus, o Supremo.

(282.4) 25:6.6 Em Uversa, esses Registradores Celestes seniores podem mostrar os registros de tudo o que contiver importância cósmica em todo o Orvônton, desde os longínquos dias da chegada dos Anciães dos Dias; enquanto, na Ilha Eterna, os Custódios dos Registros guardam os arquivos daquele reino os quais atestam as transações do Paraíso desde os tempos da personificação do Espírito Infinito.

7. Os Companheiros Moronciais

(282.5) 25:7.1 Estes filhos do Espírito Materno do universo local são os amigos e colaboradores de todos aqueles que passam pela vida moroncial ascendente. Eles não são indispensáveis ao verdadeiro trabalho de progressão de uma criatura, na sua ascensão, nem substituem, em nenhum sentido, o trabalho dos guardiães seráficos que freqüentemente acompanham os seus companheiros mortais nas jornadas ao Paraíso. Os Companheiros Moronciais são simplesmente anfitriões graciosos para aqueles que estão começando a sua longa ascensão interior. São também hábeis patrocinadores do lazer, sendo assistidos de modo competente, nesse trabalho, pelos diretores de retrospecção.

(282.6) 25:7.2 Embora tenhais tarefas cada vez mais difíceis e sérias a executar, nos mundos de aperfeiçoamento moroncial de Nébadon, ser-vos-ão sempre proporcionadas temporadas regulares de descanso e diversão. Durante a jornada ao Paraíso, haverá sempre tempo para o descanso e para o lazer espiritual; e, na carreira de luz e vida, há sempre tempo para a adoração e para as novas realizações.

(282.7) 25:7.3 Esses Companheiros Moronciais associam-se de uma forma tão amigável que, quando finalmente deixardes a última fase da experiência moroncial e estiverdes preparando-vos para embarcar na aventura espiritual do superuniverso, vós ireis realmente lamentar que essas criaturas companheiras não possam acompanhar-vos, pois elas servem exclusivamente nos universos locais. Em todos os estágios da carreira ascendente, todas as personalidades contatáveis serão tanto amigas quanto companheiras, mas, até encontrardes os Companheiros do Paraíso, nenhum outro grupo será tão devotado à amizade e ao companheirismo.

(283.1) 25:7.4 O trabalho dos Companheiros Moronciais é descrito de um modo mais completo nas narrativas que lidam com os assuntos do vosso universo local.

8. Os Companheiros do Paraíso

(283.2) 25:8.1 Os Companheiros do Paraíso são um grupo composto, recrutado das fileiras dos serafins, seconafins, supernafins e omniafins. Embora servindo por um período de tempo que vós consideraríeis extremamente longo, eles não ficam nesse status permanentemente. Quando esse ministério houver sido completado, geralmente (mas não invariavelmente), eles retornam aos deveres que tinham quando convocados para o serviço no Paraíso.

(283.3) 25:8.2 Os membros das hostes angélicas recebem convocações para esse serviço dos Espíritos Maternos dos universos locais, dos Espíritos Refletivos dos superuniversos e de Majeston do Paraíso. Eles são convocados para a Ilha Central ficando incumbidos da função de Companheiros do Paraíso por um dos Sete Espíritos Mestres. À parte o status permanente no Paraíso, esse serviço temporário de companheirismo, no Paraíso, é a mais alta honra já conferida aos espíritos ministradores.

(283.4) 25:8.3 Esses anjos seletos dedicam-se ao serviço de companheirismo e são designados como colaboradores de todas as classes de seres que, circunstancialmente, estejam sozinhos no Paraíso, principalmente os ascendentes mortais, mas também todos os outros que estiverem a sós na Ilha Central. Os Companheiros do Paraíso nada têm de especial a realizar por aqueles com quem se confraternizam; eles são companheiros simplesmente. Quase todos os outros seres que vós mortais ireis encontrar, durante a vossa permanência no Paraíso — à parte os vossos semelhantes peregrinos — , terão algo definido a fazer convosco ou para vós; mas esses companheiros são designados apenas para estarem convosco e para comungarem convosco, como companheiros para a vossa personalidade. Eles freqüentemente são assistidos, na sua ministração, pelos graciosos e brilhantes Cidadãos do Paraíso.

(283.5) 25:8.4 Os mortais vêm de raças que são muito sociáveis. Os Criadores sabem muito bem que “não é bom para o homem estar só” e então lhe é providenciada uma companhia, mesmo estando no Paraíso.

(283.6) 25:8.5 Se vós, ascendentes mortais, alcançardes o Paraíso na companhia de um companheiro ou de um coligado próximo da vossa carreira na Terra, ou se o vosso guardião seráfico de destino tiver a chance de chegar convosco ou se estiver aguardando por vós, então nenhum companheiro permanente será designado para vós. Mas se chegardes sozinhos, um companheiro certamente irá receber-vos quando acordardes na Ilha da Luz, saindo do último sono do tempo. Ainda que seja sabido que vós sereis acompanhados por algum ser de ligação ascendente, companheiros temporários serão designados para dar-vos as boas-vindas às margens eternas e acompanhar-vos até a instalação preparada para receber-vos e aos vossos colaboradores. Vós podeis estar certos de que sereis calorosamente acolhidos, nas margens perenes do Paraíso, ao experienciardes a ressurreição para a eternidade.

(283.7) 25:8.6 Os companheiros dessa acolhida são designados durante os últimos dias da vossa permanência como ascendentes, no último circuito de Havona; e eles examinam cuidadosamente os registros da vossa origem mortal e da vossa movimentada ascensão pelos mundos do espaço e pelos círculos de Havona. Quando saúdam os mortais do tempo, eles já estão bastante versados sobre as carreiras desses peregrinos que chegam, e, sendo assim imediatamente demonstram ser companheiros surpreendentes e compassivos.

(283.8) 25:8.7 Durante a vossa permanência como pré-finalitores no Paraíso, se, por qualquer razão, fordes separados temporariamente dos vossos companheiros na carreira ascendente — seres mortais ou seráficos — , um Companheiro do Paraíso será imediatamente designado para aconselhar-vos e acompanhar-vos. Uma vez designado para um mortal ascendente de residência solitária no Paraíso, o Companheiro permanece com essa pessoa até que ela se reúna de novo aos seus amigos ascendentes ou seja devidamente integrada ao Corpo de Finalidade.

(284.1) 25:8.8 Os Companheiros do Paraíso são designados pela seqüência da espera, mas um ser ascendente nunca é entregue ao encargo de um companheiro cuja natureza seja diferente do seu tipo superuniversal. Se um mortal de Urântia estiver chegando ao Paraíso hoje, será designado para ele o primeiro companheiro, na espera, que seja originário de Orvônton ou cuja natureza seja a do Sétimo Espírito Mestre. Por isso é que o omniafim não serve junto às criaturas ascendentes dos sete superuniversos.

(284.2) 25:8.9 Muitos serviços adicionais são prestados pelos Companheiros do Paraíso: se um mortal ascendente chegasse ao universo central sozinho e, enquanto atravessasse Havona, falhasse em alguma fase da aventura da Deidade, ele seria reenviado, no tempo devido, aos universos do tempo e logo seria feita uma chamada às reservas dos Companheiros do Paraíso. Dos dessa ordem seria designado um para seguir com o peregrino reprovado, com o fito de estar com ele, confortando-o e alegrando-o; permanecendo com ele até que retorne ao universo central para retomar a sua ascensão ao Paraíso.

(284.3) 25:8.10 Se um peregrino ascendente deparar-se com a derrota, na aventura da Deidade, enquanto estiver atravessando Havona na companhia de um serafim ascendente, o anjo guardião da carreira mortal, este escolherá acompanhar o seu companheiro mortal. Esses serafins sempre se fazem voluntários e lhes é permitido acompanhar os seus antigos camaradas mortais de volta aos serviços do tempo e do espaço.

(284.4) 25:8.11 Mas isso não acontece com dois mortais ascendentes estreitamente ligados: se um alcança Deus, enquanto o outro falha temporariamente, aquele que teve êxito individual, invariavelmente, escolhe ir de volta para as criações evolucionárias, junto com a personalidade que se decepcionou; mas isso não lhe é permitido. Em lugar disso, é feita uma chamada às reservas dos Companheiros do Paraíso, e um dos voluntários é escolhido para acompanhar o peregrino decepcionado. Um Cidadão do Paraíso voluntário, então, torna-se colaborador do mortal que teve êxito; e este permanece na Ilha Central à espera de que o camarada derrotado venha de Havona; e, nesse meio tempo, leciona em algumas escolas do Paraíso, apresentando a história da sua ascensão evolucionária repleta de aventuras.


(284.5) 25:8.12 [Promovido por Um Elevado em Autoridade de Uversa.]

<< Back   Next >>

[print]    [email]