Jesus and the Urantia Book
Blog Stories
Are You Lukewarm?
Did we Evolve from Apes?
Big Bang...Or
God Within
  Home Page

  Quote Of The Day

  Urantia Book Search Engine

  Urantia Book

  Jesus And The Urantia Book

  Urantia Book Video

  Urantia Book Audio

  The Gallery

  Heartwarming And Humorous Stories

  Discussion Forum

  Answers To Life's Toughest Questions

  News, Blogs, Games + Social

  How The Urantia Book Changed My Life

  Spiritual Studies

  Get Involved

  FAQ

  Links

  About Us

  Store

  Buscar solo en El libro de Urantia

  El Libro De Urantia

  Procure apenas no Livro de Urântia

  O Livro De Urantia

  O Livro De Urantia
       Documento 0, Introdução
       Documento 1, O Pai Universal
       Documento 2, A Natureza De Deus
       Documento 3, Os Atributos De Deus
       Documento 4, A Relação De Deus Com O Universo
       Documento 5, A Relação De Deus Com O Universo
       Documento 6, O Filho Eterno
       Documento 7, A Relação Do Filho Eterno Com O Universo
       Documento 8, O Espírito Infinito
       Documento 9, A Relação Do Espírito Infinito Com O Universo
       Documento 10, A Trindade Do Paraíso
       Documento 11, A Ilha Eterna Do Paraíso
       Documento 12, O Universo Dos Universos
       Documento 13, As Esferas Sagradas Do Paraíso
       Documento 14, O Universo Central E Divino
       Documento 15, Os Sete Superuniversos-O Universo Central E Divino
       Documento 16, Os Sete Espíritos Mestres
       Documento 17, Os Sete Grupos De Espíritos Supremos
       Documento 18, As Personalidades Supremas Da Trindade
       Documento 19, Os Seres Coordenados Originários Da Trindade
       Documento 20, Os Filhos De Deus, Do Paraíso
       Documento 21, Os Filhos Criadores Do Paraíso
       Documento 22, Os Filhos Trinitarizados De Deus
       Documento 23, Os Mensageiros Solitários
       Documento 24, As Personalidades Mais Elevadas Do Espírito Infinito
       Documento 25, As Hostes De Mensageiros Do Espaço
       Documento 26, Espíritos Ministradores Do Universo Central
       Documento 27, Ministração Dos Supernafins Primários
       Documento 28, Espíritos Ministradores Dos Superuniversos
       Documento 29, Os Diretores De Potência Do Universo
       Documento 30, Personalidades Do Grande Universo
       Documento 31, O Corpo De Finalidade
       Documento 32, A Evolução Dos Universos Locais
       Documento 33, A Administração Do Universo Local
       Documento 34, O Espírito Materno Do Universo Local
       Documento 35, Os Filhos De Deus Do Universo Local
       Documento 36, Os Portadores Da Vida
       Documento 37, As Personalidades Do Universo Local
       Documento 38, Os Espíritos Ministradores Do Universo Local
       Documento 39, As Hostes Seráficas
       Documento 40, Os Filhos Ascendentes De Deus
       Documento 41, Aspectos Físicos Do Universo Local
       Documento 42, Energia - Mente E Matéria
       Documento 43, As Constelações
       Documento 44, Os Artesãos Celestes
       Documento 45, A Administração Do Sistema Local
       Documento 46, A Sede Central Do Sistema Local
       Documento 47, Os Sete Mundos Das Mansões
       Documento 48, A Vida Moroncial
       Documento 49, Os Mundos Habitados
       Documento 50, Os Príncipes Planetários
       Documento 51, Os Adãos Planetários
       Documento 52, Épocas Planetárias Dos Mortais
       Documento 53, A Rebelião De Lúcifer
       Documento 54, Os Problemas Da Rebelião De Lúcifer
       Documento 55, As Esferas De Luz E Vida
       Documento 56, A Unidade Universal
       Documento 57, A Origem De Urântia
       Documento 58, O Estabelecimento Da Vida Em Urântia
       Documento 59, A Era Da Vida Marinha Em Urântia
       Documento 60, Urântia Durante A Era Da Vida Terrestre Primitiva
       Documento 61, A Era Dos Mamíferos Em Urântia
       Documento 62, As Raças Na Aurora Do Homem Primitivo
       Documento 63, A Primeira Família Humana
       Documento 64, As Raças Evolucionárias De Cor
       Documento 65, O Supracontrole Da Evolução
       Documento 66, O Príncipe Planetário De Urântia
       Documento 67, A Rebelião Planetária
       Documento 68, A Aurora Da Civilização
       Documento 69, Instituições Humanas Primitivas
       Documento 70, A Evolução Do Governo Humano
       Documento 71, O Desenvolvimento Do Estado
       Documento 72, O Governo, Num Planeta Vizinho
       Documento 73, O Jardim Do Éden
       Documento 74, Adão E Eva
       Documento 75, A Falta De Adão E Ev
       Documento 76, O Segundo Jardima
       Documento 77, As Criaturas Intermediárias
       Documento 78, A Raça Violeta Depois Dos Dias De Adão
       Documento 79, A Expansão Andita No Oriente
       Documento 80, A Expansão Andita No Ocidente
       Documento 81, O Desenvolvimento Da Civilização Moderna
       Documento 82, A Evolução Do Matrimônio
       Documento 83, A Instituição Do Matrimônio
       Documento 84, O Matrimônio E A Vida Familiar
       Documento 85, As Origens Da Adoração
       Documento 86, A Evolução Primitiva Da Religião
       Documento 87, Os Cultos Dos Fantasmas
       Documento 88, Fetiches, Encantos E Magias
       Documento 89, Pecado, Sacrifício E Expiação
       Documento 90, O Xamanismo – Curandeiros E Sacerdotes
       Documento 91, A Evolução Da Prece
       Documento 92, A Evolução Posterior Da Religião
       Documento 93, Maquiventa Melquisedeque
       Documento 94, Os Ensinamentos De Melquisedeque No Oriente
       Documento 95, Os Ensinamentos De Melquisedeque No Levante
       Documento 96, Yavé – O Deus Dos Hebreus
       Documento 97, A Evolução Do Conceito De Deus Entre Os Hebreus
       Documento 98, Os Ensinamentos De Melquisedeque No Ocidente
       Documento 99, Os Problemas Sociais Da Religião
       Documento 100, A Religião Na Experiência Humana
       Documento 101, A Natureza Real Da Religião
       Documento 102, Os Fundamentos Da Fé Religiosa
       Documento 103, A Realidade Da Experiência Religiosa
       Documento 104, O Crescimento Do Conceito Da Trindade
       Documento 105, A Deidade E A Realidade
       Documento 106, Níveis De Realidade No Universo
       Documento 107, A Origem E A Natureza Dos Ajustadores Do Pensamento
       Documento 108, A Missão E O Ministério Dos Ajustadores Do Pensamento
       Documento 109, A Relação Dos Ajustadores Com
       Documento 110, A Relação Dos Ajustadores Com Os Indivíduos Mortais
       Documento 111, O Ajustador E A Alma
       Documento 112, A Sobrevivência Da Personalidade
       Documento 113, Os Guardiães Seráficos Do Destino
       Documento 114, O Governo Seráfico Planetário
       Documento 115, O Ser Supremo
       Documento 116, O Supremo Todo-Poderoso
       Documento 117, Deus, O Supremo
       Documento 118, O Supremo E O Último – O Tempo E O Espaço
       Documento 119, As Auto-Outorgas De Cristo Michael
       Documento 120, A Auto-Outorga De Michael Em Urântia
       Documento 121, A Época Da Auto-Outorga De Michael
       Documento 122, O Nascimento E A Infância De Jesus
       Documento 123, A Primeira Infância De Jesus
       Documento 124, A Segunda Infância De Jesus
       Documento 125, Jesus Em Jerusalém
       Documento 126, Os Dois Anos Cruciais
       Documento 127, Os Anos Da Adolescência
       Documento 128, O Início Da Vida Adulta De Jesus
       Documento 129, A Vida Adulta De Jesus
       Documento 130, A Caminho De Roma
       Documento 131, As Religiões Do Mundo
       Documento 132, A Permanência Em Roma
       Documento 133, O Retorno De Roma
       Documento 134, Os Anos De Transição
       Documento 135, João Batista
       Documento 136, O Batismo E Os Quarenta Dias
       Documento 137, O Tempo De Espera Na Galiléia
       Documento 138, A Formação Dos Mensageiros Do Reino
       Documento 139, Os Doze Apóstolos
       Documento 140, A Ordenação Dos Doze
       Documento 141, Começando O Trabalho Público
       Documento 142, A Páscoa Em Jerusalém
       Documento 143, Atravessando A Samaria
       Documento 144, Em Gilboa E Na Decápolis
       Documento 145, Quatro Dias Memoráveis Em Cafarnaum
       Documento 146, A Primeira Campanha De Pregação Na Galiléia
       Documento 147, O Interlúdio Da Visita A Jerusalém
       Documento 148, Preparando Os Evangelistas Em Betsaida
       Documento 149, A Segunda Campanha De Pregação
       Documento 150, A Terceira Campanha De Pregação
       Documento 151, Ensinamentos E Permanência À Beira-Mar
       Documento 152, Os Acontecimentos Que Levaram À Crise De Cafarnaum
       Documento 153, A Crise Em Cafarnaum
       Documento 154, Os Últimos Dias Em Cafarnaum
       Documento 155, A Escapada Pelo Norte da Galiléia
       Documento 156, A Estada Em Tiro E Sidom
       Documento 157, Em Cesaréia-Filipe
       Documento 158, O Monte Da Transfiguração
       Documento 159, A Campanha Na Decápolis
       Documento 160, Rodam De Alexandria
       Documento 161, Novas Discussões Com Rodam
       Documento 162, Na Festa De Tabernáculos
       Documento 163, A Ordenação Dos Setenta Em Magadam
       Documento 164, Na Festa Da Dedicação
       Documento 165, A Missão Na Peréia Tem Início
       Documento 166, A Última Visita Ao Norte Da Pereia
       Documento 167, A Visita À Filadélfia
       Documento 168, A Ressurreição De Lázaro
       Documento 169, O Último Ensinamento Em Pela
       Documento 170, O Reino Do Céu
       Documento 171, A Caminho De Jerusalém
       Documento 172, A Entrada Em Jerusalém
       Documento 173, A Segunda-Feira Em Jerusalém
       Documento 174, Terça-Feira De Manhã No Templo
       Documento 175, O Último Discurso No Templo
       Documento 177, Quarta-Feira, O Dia Do Descanso
       Documento 176, Terça-Feira À Noite No Monte Das Oliveiras
       Documento 178, O Último Dia No Acampamento
       Documento 179, A Última Ceia
       Documento 180, O Discurso De Despedida
       Documento 181, Exortações E Conselhos Finais
       Documento 182, No Getsêmane
       Documento 183, A Traição A Jesus E A Sua Prisão
       Documento 184, Perante O Tribunal Do Sinédrio
       Documento 185, O Julgamento Diante De Pilatos
       Documento 186, Pouco Antes Da Crucificação
       Documento 187, A Crucificação
       Documento 188, O Período Dentro Da Tumba
       Documento 189, A Ressurreição
       Documento 190, As Aparições Moronciais De Jesus
       Documento 191, As Aparições Aos Apóstolos E Aos Outros Líderes
       Documento 192, Aparições Na Galiléia
       Documento 193, Últimas Aparições E Ascensão
       Documento 194, O Outorgamento Do Espírito Da Verdade
       Documento 195, Depois De Pentecostes
       Documento 196, A Fé De Jesus

[print]    [email]     CHANGE FONT  + + +
Procure apenas no Livro de Urântia

O Livro de Urântia

Documento 129

A Vida Adulta de Jesus


(1419.1) 129:0.1 JESUS havia-se separado plena e finalmente da administração dos assuntos domésticos da família de Nazaré e da participação imediata na orientação a cada um dos seus membros. E, até o evento do seu batismo, continuou a contribuir com as finanças da família e manteve um grande interesse pessoal nos assuntos espirituais de cada um dos seus irmãos e irmãs. Estava sempre pronto para fazer tudo o que lhe fosse humanamente possível para o conforto e a felicidade da sua mãe viúva.

(1419.2) 129:0.2 O Filho do Homem havia agora feito toda a preparação para separar-se permanentemente do lar de Nazaré; e isso não havia sido fácil para ele. Jesus amava naturalmente a sua gente; amava a sua família, e o seu afeto natural tinha sido tremendamente aumentado com a sua extraordinária devoção a eles. Quanto mais profundamente nos entregamos aos nossos semelhantes, tanto mais chegamos a amá-los; e, posto que Jesus se havia doado tão plenamente à sua família, ele amava-os com uma afeição grande e calorosa.

(1419.3) 129:0.3 Toda a família havia se despertado gradualmente para a compreensão de que Jesus estava preparando-se para deixá-los. A tristeza da separação, que se avizinhava, era atenuada apenas pela maneira gradativa de prepará-los para o anúncio da sua intenção de partir. Todos percebiam que havia mais de quatro anos que ele vinha planejando essa separação final.

1. O Vigésimo Sétimo Ano (21 d.C.)

(1419.4) 129:1.1 Em janeiro do ano 21, em uma manhã chuvosa de domingo, sem maiores cerimônias, Jesus despediu-se da sua família, explicando apenas que estava indo a Tiberíades e, em seguida, a uma visita a outras cidades próximas do mar da Galiléia. E assim ele os deixou, para nunca mais se constituir em um membro regular daquele lar.

(1419.5) 129:1.2 Ele passou uma semana em Tiberíades, a nova cidade que iria em breve suceder a Séforis como capital da Galiléia; e, pouco encontrando que o interessasse, continuou sucessivamente passando por Magdala e Betsaida até Cafarnaum, onde parou para fazer uma visita a Zebedeu, o amigo do seu pai. Os filhos de Zebedeu eram pescadores; ele próprio era um construtor de barcos. Jesus de Nazaré era um especialista tanto em projetar como em construir; era um mestre em trabalhar com madeira, e Zebedeu há muito tempo sabia da habilidade do artesão de Nazaré. Zebedeu acalentava, há muito já, a idéia de construir melhores barcos; e agora ele expunha os seus planos diante de Jesus, convidando o carpinteiro visitante para juntar-se a ele na empresa; e Jesus consentiu prontamente.

(1419.6) 129:1.3 Jesus trabalhou com Zebedeu apenas durante pouco mais do que um ano, mas durante esse tempo criou um estilo novo de barcos e estabeleceu métodos inteiramente novos para a fabricação dos mesmos. Por meio de uma técnica superior e métodos bastante desenvolvidos de trabalhar as pranchas com o vapor, Jesus e Zebedeu começaram a construir barcos de um tipo bastante superior, pois ofereciam muito mais segurança para navegar no lago do que os tipos mais antigos. Por vários anos Zebedeu teve mais trabalho, produzindo esses barcos com um novo estilo, do que o seu pequeno estabelecimento podia produzir; e em menos de cinco anos praticamente todos os barcos no lago haviam sido construídos na oficina de Zebedeu em Cafarnaum. Jesus tornou-se bem conhecido dos pescadores da Galiléia como o projetista dos novos barcos.

(1420.1) 129:1.4 Zebedeu estava moderadamente bem de vida; as suas oficinas de construção de barcos ficavam no lago, ao sul de Cafarnaum, e a sua casa estava situada na margem do lago, perto do centro de pescaria de Betsaida. Jesus viveu na casa de Zebedeu durante a sua permanência de mais de um ano em Cafarnaum. Ele já havia trabalhado por bastante tempo sozinho no mundo, isto é, sem um pai, e assim desfrutou muito desse período de trabalho com um pai-sócio.

(1420.2) 129:1.5 A mulher de Zebedeu, Salomé, era parente de Anás, que havia sido o sumo sacerdote de Jerusalém e ainda exercia muita influência sobre o grupo saduceu, tendo sido deposto há apenas oito anos. Salomé tornou-se uma grande admiradora de Jesus. Ela amava-o como amava os seus próprios filhos, Tiago, João e Davi, quanto às suas quatro filhas, elas consideravam Jesus como um irmão mais velho. Jesus saía sempre para pescar com Tiago, João e Davi, e eles concluíram logo que ele era um pescador experimentado tanto quanto um perito construtor de barcos.

(1420.3) 129:1.6 Por todo esse ano Jesus enviou dinheiro, todos os meses, para Tiago. Jesus voltou a Nazaré em outubro para comparecer ao casamento de Marta; e não voltou a Nazaré por mais de dois anos, até que o fez um pouco antes do casamento duplo de Simão e Judá.

(1420.4) 129:1.7 Durante esse ano Jesus construiu barcos e continuou a observar como os homens viviam na Terra. Freqüentemente ia até a estação das caravanas, pois Cafarnaum ficava na rota direta de Damasco para o sul. Cafarnaum era um forte posto militar romano, e o oficial comandante da guarnição era um crente gentil de Yavé, “um homem devoto”, como os judeus tinham o hábito de designar tais prosélitos. Esse oficial, pertencendo a uma rica família romana, tomou para si a tarefa de construir uma bela sinagoga em Cafarnaum, a qual fora presenteada aos judeus um pouco antes de Jesus ter vindo viver com Zebedeu. Durante esse período, Jesus conduziu os serviços nessa nova sinagoga por mais de meio ano, e algumas das pessoas das caravanas, que tiveram a oportunidade de vê-lo, lembravam-se dele como o carpinteiro de Nazaré.

(1420.5) 129:1.8 Quando veio o pagamento de impostos, Jesus registrou-se como um “artesão habilitado de Cafarnaum”. Desse dia em diante até o fim da sua vida terrena ele ficou conhecido como residente em Cafarnaum. E nunca alegou nenhuma outra residência legal embora, por várias razões, tenha permitido a outros designar a sua residência como sendo Damasco, Betânia, Nazaré e mesmo Alexandria.

(1420.6) 129:1.9 Na sinagoga de Cafarnaum encontrou muitos novos livros nas estantes da biblioteca, e passava pelo menos cinco tardes por semana em estudos intensos. Uma noite ele devotava à vida social com os mais velhos, e uma noite passava com a gente jovem. Havia alguma coisa de muito graciosa e inspiradora na personalidade de Jesus, que invariavelmente atraía a gente jovem. Pois Jesus sempre os fez sentirem-se à vontade na sua presença. Talvez o seu grande segredo em dar-se bem com eles consistisse nos dois fatos seguintes: que estivesse sempre interessado no que faziam, e que raramente lhes oferecia conselho, a menos que o pedissem.

(1420.7) 129:1.10 A família de Zebedeu quase adorava Jesus, e nunca deixou de estar presente às conversas, com perguntas e respostas, que ele conduzia todas as noites após o jantar, antes de ir até a sinagoga para estudar. Os vizinhos mais jovens também vinham freqüentemente para essas reuniões depois do jantar. Nessas pequenas reuniões Jesus dava instruções variadas e adiantadas, tão avançadas quanto pudessem ser compreendidas. Falava bastante livremente com eles, expressando as suas idéias e ideais sobre política, sociologia, ciência e filosofia, mas nunca pretendia falar com autoridade final, exceto se se tratasse de religião — a relação do homem com Deus.

(1421.1) 129:1.11 Uma vez por semana Jesus fazia uma reunião com todo o pessoal da casa, da loja e dos canteiros de trabalho, pois Zebedeu tinha muitos empregados. E entre esses trabalhadores é que Jesus, pela primeira vez, foi chamado “o Mestre”. Todos eles amavam-no. E Jesus gostava dos trabalhos com Zebedeu em Cafarnaum, mas sentia saudade das crianças brincando ao lado da oficina de carpinteiro de Nazaré.

(1421.2) 129:1.12 Dos filhos de Zebedeu, Tiago era o mais interessado em Jesus como professor e como filósofo. João gostava mais dos seus ensinamentos religiosos e das suas opiniões. Davi respeitava-o como um artesão, mas dava pouca importância aos seus ensinamentos filosóficos e à sua visão religiosa.

(1421.3) 129:1.13 Freqüentemente Judá vinha no sábado para ouvir Jesus falar na sinagoga e ficava para conversar com ele. E quanto mais Judá via o seu irmão mais velho, mais convencido ficava de que Jesus era verdadeiramente um grande homem.

(1421.4) 129:1.14 Nesse ano Jesus fez grandes progressos quanto à mestria ascendente da sua mente humana e alcançou níveis novos e elevados de contato consciente com o seu Ajustador do Pensamento residente.

(1421.5) 129:1.15 Esse foi o último ano estável da sua vida. Nunca mais Jesus passou um ano inteiro em um mesmo lugar ou em um mesmo empreendimento. Os dias das suas peregrinações pela Terra estavam aproximando-se rapidamente. Os períodos de atividade intensa não estavam muito longe no futuro, mas, entre a sua vida simples e intensamente ativa do passado e o seu ministério público ainda mais extenuante, restavam agora uns poucos anos de longas viagens e de atividades pessoais altamente diversificadas. O seu aprendizado, como um homem do reino, devia ser completado antes que ele pudesse entrar na sua carreira de ensinamentos e de pregação como o Deus-homem perfeito das suas fases divinas e pós-humanas, na sua auto-outorga em Urântia.

2. O Vigésimo Oitavo Ano (22 d.C.)

(1421.6) 129:2.1 Em março do ano 22 d.C., Jesus despediu-se de Zebedeu e de Cafarnaum. Pediu uma pequena soma de dinheiro para cobrir as suas despesas a fim de ir a Jerusalém. Enquanto trabalhava com Zebedeu apenas pequenas somas de dinheiro haviam sido retiradas por ele, as quais a cada mês ele enviava à família em Nazaré. Um mês José viria a Cafarnaum buscar o dinheiro; no mês seguinte Judá viria a Cafarnaum, pegar o dinheiro com Jesus e levá-lo para Nazaré. O ponto de pescaria de Judá distava apenas uns poucos quilômetros de Cafarnaum, ao sul.

(1421.7) 129:2.2 Quando deixou a família de Zebedeu, Jesus concordou em permanecer em Jerusalém até a época da Páscoa, e eles todos prometeram estar presentes àquele acontecimento. Até mesmo arranjaram para celebrar juntos a ceia da Páscoa. E todos se entristeceram quando Jesus os deixou, especialmente as filhas de Zebedeu.

(1421.8) 129:2.3 Antes de deixar Cafarnaum, Jesus teve uma longa conversa com o seu recente amigo e companheiro muito ligado, João Zebedeu. Disse a João que esperava viajar muito, até que “a minha hora chegue”, e pediu-lhe para ocupar o seu lugar na questão de enviar algum dinheiro para a família de Nazaré todo mês, até que acabassem os fundos que lhe eram devidos. E João fez a ele esta promessa: “Meu Mestre, vai cuidar dos teus assuntos, faze o teu trabalho no mundo; eu tomarei o teu lugar nesta, como em qualquer outra questão, e velarei pela tua família do mesmo modo como cuidaria da minha própria mãe e das minhas irmãs e irmãos. Usarei as tuas economias, que o meu pai mantém, exatamente como tu instruíste e do modo que se fizerem necessárias e, quando o teu dinheiro houver sido gasto, se não receber mais de ti, e se a tua mãe estiver necessitada, então partilharei das minhas próprias economias com ela. Segue o teu caminho em paz. Estarei no teu lugar para todas essas questões”.

(1422.1) 129:2.4 Assim procedendo, depois que Jesus havia partido para Jerusalém, João consultou o seu pai, Zebedeu, a respeito do dinheiro devido a Jesus, e ficou surpreso, pois era uma soma bastante grande. Como Jesus havia deixado inteiramente nas mãos deles essa questão, eles concordaram que o melhor a fazer seria investir esse fundo em propriedades e usar a renda para a assistência à família em Nazaré; e, como Zebedeu sabia de uma pequena casa hipotecada e à venda em Cafarnaum, ele mandou que João comprasse essa casa com o dinheiro de Jesus e que guardasse para o seu amigo o título de propriedade. E João fez como o seu pai lhe aconselhara. Por dois anos o aluguel dessa casa foi usado na amortização da hipoteca e, tudo isso, aumentado por uma certa soma grande que Jesus logo enviou a João, para ser usada pela família conforme necessário, igualava quase o total da hipoteca; e Zebedeu arcou com a diferença, de modo que João pagou o restante da hipoteca no tempo devido, assegurando com isso um título livre a essa casa de dois cômodos. Desse modo Jesus tornou-se o proprietário de uma casa em Cafarnaum, mas isso não lhe havia sido dito.

(1422.2) 129:2.5 Quando a família em Nazaré soube que Jesus havia partido de Cafarnaum, e não sabendo desse arranjo financeiro com João, eles acreditaram que chegara a hora de passarem sem qualquer ajuda de Jesus. Tiago lembrou-se do seu contrato com Jesus e, com a ajuda dos seus irmãos, assumiu daí em diante a responsabilidade total pela família.

(1422.3) 129:2.6 Voltemo-nos, contudo, a observar Jesus em Jerusalém. Por quase dois meses ele passou a maior parte do seu tempo ouvindo as discussões no templo, com visitas ocasionais às várias escolas dos rabinos. A maior parte dos dias de sábado ele passava em Betânia.

(1422.4) 129:2.7 Jesus havia levado consigo, a Jerusalém, uma carta de Salomé, a esposa de Zebedeu, apresentando-o ao antigo alto sacerdote, Anás, como “um que é como o meu próprio filho”. Anás passou muito tempo com ele, pessoalmente levando-o para visitar as muitas academias dos mestres religiosos de Jerusalém. Enquanto inspecionava a fundo essas escolas e cuidadosamente observava os seus métodos de ensino, Jesus nunca fazia uma pergunta sequer em público. Embora Anás considerasse Jesus um grande homem, estava indeciso quanto a que conselho dar-lhe. Ele reconhecia a tolice que seria sugerir a Jesus entrar para qualquer das escolas de Jerusalém como estudante e, por outro lado, sabia muito bem que a Jesus nunca seria concedida a posição de um mestre regular, pois ele não havia sido educado naquelas escolas.

(1422.5) 129:2.8 O momento da Páscoa aproximava-se, e, junto com as multidões que vinham de todos os locais, Zebedeu e a sua família inteira chegaram em Jerusalém, vindos de Cafarnaum. E todos ficaram na casa espaçosa de Anás, onde celebraram a Páscoa como uma família feliz.

(1422.6) 129:2.9 Antes do término desse fim de semana de Páscoa, aparentemente por acaso, Jesus conheceu um rico viajante e o seu filho, um rapaz de dezessete anos. Esses viajantes vinham da Índia e, estando a caminho de visitar Roma e vários outros pontos no Mediterrâneo, tinham arranjado para chegar em Jerusalém durante a Páscoa, esperando encontrar alguém que pudessem ter como intérprete para ambos e como tutor para o filho. O pai estava insistindo para que Jesus consentisse em viajar com eles. Jesus lhe contou sobre a sua família e disse-lhe que não era justo permanecer longe deles por quase dois anos, sendo que durante esse tempo eles poderiam achar-se em alguma necessidade. Então, esse viajante do Oriente propôs adiantar os salários de um ano a Jesus, de tal modo que ele pudesse confiar esses fundos aos seus amigos para a salvaguarda da sua família em caso de necessidade e, assim, Jesus concordou em fazer a viagem.

(1423.1) 129:2.10 Jesus remeteu essa grande soma para João, filho de Zebedeu. E vós já sabeis que João aplicou esse dinheiro na liquidação da hipoteca da propriedade de Cafarnaum. Jesus contou sobre essa viagem ao Mediterrâneo a Zebedeu, mas fê-lo prometer não dizer a ninguém, nem mesmo à sua carne e sangue, e Zebedeu nunca revelou o que sabia sobre o paradeiro de Jesus, durante esse longo período de quase dois anos. Antes que Jesus voltasse dessa viagem, a família em Nazaré havia presumido então que ele já estivesse morto. Apenas a certeza dada por Zebedeu, que fora a Nazaré com o seu filho João em várias ocasiões, mantinha viva a esperança no fundo do coração de Maria.

(1423.2) 129:2.11 Durante esse tempo, a família de Nazaré dava-se muito bem; Judá havia aumentado consideravelmente a sua cota e manteve essa contribuição adicional até o seu casamento. Não obstante a pouca assistência de que eles necessitavam, era costume de João Zebedeu levar presentes todos os meses para Maria e Rute, segundo as instruções de Jesus.

3. O Vigésimo Nono Ano (23 d.C.)

(1423.3) 129:3.1 Todo o vigésimo nono ano de Jesus foi passado completando a viagem pelo Mundo Mediterrâneo. Os eventos principais dessas experiências, até onde nos foi permitido revelar, constituem matéria para as narrativas que vêm imediatamente em seguida a este documento.

(1423.4) 129:3.2 Durante essa viagem ao mundo romano, por muitas razões, Jesus ficou conhecido como o Escriba de Damasco. Em Corinto e em outras escalas da viagem de volta ele ficou conhecido, contudo, como o Preceptor judeu.

(1423.5) 129:3.3 Esse foi um período movimentado na vida de Jesus. Ainda que havendo efetuado muitos contatos com os seus semelhantes humanos nessa viagem, ela foi uma experiência da qual ele nunca revelou nada a nenhum membro da sua família, nem a nenhum dos apóstolos. Jesus viveu a sua vida na carne e partiu deste mundo sem que ninguém (salvo Zebedeu de Betsaida) soubesse que havia feito essa longa viagem. Alguns dos seus amigos pensaram que ele tinha voltado para Damasco; outros pensaram que ele tivesse ido à Índia. A sua própria família estava inclinada a acreditar que estivera em Alexandria, pois sabiam que certa vez ele havia sido convidado a ir até lá para tornar-se um chazam assistente.

(1423.6) 129:3.4 Quando retornou à Palestina, Jesus nada fez para mudar, junto à sua família, a opinião de que ele tinha ido de Jerusalém para Alexandria; e possibilitou-lhes continuarem na crença de que, todo o tempo da sua ausência da Palestina, ele o havia passado naquela cidade de conhecimento e de cultura. Apenas Zebedeu, o construtor de barcos de Betsaida, conhecia os fatos sobre essa questão; e Zebedeu nada contou a ninguém.

(1423.7) 129:3.5 Em todos os vossos esforços para decifrar o significado da vida de Jesus em Urântia, deveis ter sempre em mente os motivos da auto-outorga de Michael. Se quiserdes compreender o significado de muitos dos seus feitos aparentemente estranhos, deveis discernir o propósito da estada dele no vosso mundo. Ele tinha a preocupação constante de não erigir uma carreira pessoal superatraente e que absorvesse por demais as atenções. E não queria exercer apelos de poderes inusitados sobre os seus semelhantes humanos. Estava doado ao trabalho de revelar o Pai celeste aos seus semelhantes mortais e, ao mesmo tempo, estava consagrado à tarefa sublime de viver a sua vida mortal terrena submetendo-se constantemente à vontade desse mesmo Pai no Paraíso.

(1424.1) 129:3.6 Será sempre de muita ajuda, para compreender-se a vida de Jesus na Terra, que todos os mortais ao estudarem essa auto-outorga divina lembrem-se de que, enquanto passou por essa vida de encarnação em Urântia, Jesus a viveu para todo o seu universo. Para todas as esferas habitadas, em todo o universo de Nébadon, algo de especial e de inspirador ficou associado à vida que viveu na carne e na natureza mortal. O mesmo é verdade, também, para todos aqueles mundos que se tornaram habitados posteriormente às épocas movimentadas da sua permanência em Urântia. E, do mesmo modo, isso será igualmente verdade para todos os mundos que possam vir a tornar-se habitados, pelas criaturas de vontade, em toda a história futura deste universo local.

(1424.2) 129:3.7 Durante o tempo e as experiências dessa viagem pelo mundo romano, o Filho do Homem praticamente completou o seu contato de aperfeiçoamento educacional com os povos diversificados do mundo dos seus dias e geração. À época do seu retorno a Nazaré, por intermédio dessa viagem de aprendizado, ele já conhecia praticamente como o homem vivia e construía a sua existência em Urântia.

(1424.3) 129:3.8 O propósito real da sua viagem, pela bacia do Mediterrâneo, foi conhecer os homens. E ele aproximou-se, muito de perto, de centenas de seres humanos, nessa viagem. Pôde conhecer, e amar, a todas as espécies de homens, ricos e pobres, poderosos e miseráveis, negros e brancos, educados e não educados, cultos e incultos, embrutecidos e espiritualizados, religiosos e irreligiosos, morais e imorais.

(1424.4) 129:3.9 Nessa viagem pelo Mediterrâneo, Jesus conseguiu grandes avanços na sua tarefa humana de mestria sobre a sua mente material e mortal; e o seu Ajustador residente fez um grande progresso de ascensão e de conquista espiritual desse intelecto humano. Ao final dessa viagem, Jesus virtualmente sabia — com toda a certeza humana — que era um Filho de Deus, um Filho Criador do Pai Universal. O Ajustador, cada vez mais, tornava-se capaz de trazer à mente do Filho do Homem algumas memórias nebulosas da sua experiência no Paraíso em ligação com o seu Pai divino, bem antes mesmo de partir para organizar e administrar este universo local de Nébadon. Assim o Ajustador, pouco a pouco, trouxe à consciência humana de Jesus as memórias necessárias da sua existência anterior divina, nas várias épocas de um passado quase eterno. O último episódio da experiência pré-humana de Jesus a ser trazido à sua consciência pelo Ajustador foi a sua conversa de adeus com Emanuel de Sálvington, pouco antes de abandonar a sua personalidade consciente para embarcar na encarnação de Urântia. E a imagem dessa memória final da sua existência pré-humana tornou-se clara na consciência de Jesus, no mesmo dia em que foi batizado por João no Jordão.

4. O Jesus Humano

(1424.5) 129:4.1 Para as inteligências celestes do universo local que o observavam, essa viagem pelo Mediterrâneo foi a mais cativante de todas as experiências terrestres de Jesus, pelo menos em toda a sua carreira antes do evento da sua crucificação e do fim da sua vida mortal. Esse período foi o mais fascinante da sua ministração pessoal, em contraste com a época de ministério público, que viria logo em seguida. Esse período singular ficava ainda mais apaixonante porque, durante essa época, ele ainda era o carpinteiro de Nazaré, o construtor de barcos de Cafarnaum, o Escriba de Damasco; ele era ainda o Filho do Homem. Jesus não havia ainda alcançado a mestria completa sobre a sua mente humana; e o Ajustador ainda não havia gerado totalmente a contraparte da sua identidade mortal. E ele era ainda um homem entre os homens.

(1425.1) 129:4.2 A experiência religiosa puramente humana — o crescimento pessoal espiritual — do Filho do Homem quase atingiu o apogeu da sua realização durante esse que foi o seu vigésimo nono ano. A experiência de desenvolvimento espiritual foi de um crescimento consistentemente gradativo, desde o momento da chegada do seu Ajustador do Pensamento até o dia em que se completou e confirmou-se a relação humana natural e normal entre a mente material do homem e a dotação mental do espírito — o fenômeno de fazer dessas duas mentes uma única; experiência esta que o Filho do Homem atingiu, de modo completo e em finalidade, como um mortal encarnado do reino, no dia do seu batismo no Jordão.

(1425.2) 129:4.3 Durante esses anos, ainda que pareça que não se haja empenhado em tantos períodos de comunhão formal com o seu Pai no céu, Jesus aperfeiçoou de modo crescente os métodos efetivos de comunicação pessoal com a presença espiritual residente do Pai do Paraíso. Ele viveu uma vida real, uma vida plena e uma vida verdadeiramente normal, natural e comum, na carne. E conheceu, pela via da experiência pessoal, o equivalente, na realidade, à soma e à essência totalizadora da vida levada pelos seres humanos, nos mundos materiais do tempo e do espaço.

(1425.3) 129:4.4 O Filho do Homem experimentou aquelas vastas gamas de emoções humanas, que vão desde a alegria magnífica à tristeza profunda. Ele havia sido uma criança alegre e um ser de raro bom humor; e, do mesmo modo, foi um “homem de tristezas e ambientado ao sofrimento”. Num sentido espiritual, ele passou pela vida mortal de alto a baixo, do começo ao fim. De um ponto de vista material, poderia parecer ter ele escapado de viver os dois extremos sociais da existência humana, mas intelectualmente ele tornou-se totalmente familiarizado com a experiência, inteira e completa, da humanidade.

(1425.4) 129:4.5 Jesus conhece os pensamentos e os sentimentos, as premências e os impulsos dos mortais evolucionários e ascendentes dos reinos, do nascimento à morte; pois viveu a vida humana desde o início da tomada de consciência física, intelectual e espiritual — passando pela infância, a meninice, a juventude e a vida adulta — , e teve inclusive a experiência humana da morte. Não apenas passou por esses períodos humanos usuais e familiares de avanço intelectual e espiritual, como experimentou, com plenitude, aquelas fases mais elevadas e mais avançadas da conciliação entre o homem e o Ajustador, que tão poucos mortais urantianos chegam a alcançar. E assim ele experimentou a vida plena do homem mortal, não apenas como é vivida no vosso mundo, mas também como é vivida em todos os outros mundos evolucionários do tempo e do espaço, e mesmo nos mais elevados e mais avançados entre todos os mundos estabelecidos em luz e vida.

(1425.5) 129:4.6 Embora essa vida perfeita que ele viveu, à semelhança da carne mortal, possa não haver recebido a aprovação universal e irrestrita dos seus irmãos mortais, a quem aconteceu serem os seus contemporâneos na Terra, ainda assim a vida que Jesus de Nazaré viveu na carne, em Urântia, recebeu a aceitação plena e irrestrita do Pai Universal, constituindo-se, ao mesmo tempo, em uma mesma vida-personalidade, na plenitude da revelação do Deus eterno para o homem mortal e na apresentação da personalidade humana aperfeiçoada para a satisfação do Criador Infinito.

(1425.6) 129:4.7 E foi esse o seu verdadeiro e supremo propósito. Jesus não desceu até Urântia como um exemplo, perfeito nos detalhes, especialmente para qualquer criança ou adulto, homem ou mulher, em uma idade ou em outra. A verdade de fato é que, na sua vida plena, rica, bela e nobre, podemos todos encontrar muita coisa que é exemplar de um modo raro e divinamente inspirador; mas isso se dá porque ele viveu uma vida verdadeira e genuinamente humana. Jesus não viveu a sua vida na Terra com o fito de estabelecer um exemplo para todos os outros seres humanos copiarem. Viveu essa vida na carne por meio da mesma ministração de misericórdia pela qual todos vós podeis viver as vossas vidas na Terra; e viveu a sua vida mortal nos seus dias e como o que ele foi, e assim estabeleceu o exemplo para todos nós, do mesmo modo, vivermos as nossas vidas, nos nossos dias e como somos. Vós podeis não aspirar viver a vida dele, mas podeis resolver viver as vossas vidas como ele viveu a dele e pelos mesmos meios. Jesus pode não ser o exemplo exato, técnico e detalhado para todos os mortais, de todas as idades, em todos os reinos deste universo local, mas ele é, para sempre, a inspiração e o guia de todos os peregrinos que vão para o Paraíso, vindos dos mundos da ascensão inicial, atravessando um universo de universos, e passando por Havona, indo até o Paraíso. Jesus é o caminho novo e vivo do homem até Deus, do parcial ao perfeito, do terreno ao celeste, do tempo para a eternidade.

(1426.1) 129:4.8 Ao fim do vigésimo nono ano, Jesus de Nazaré havia virtualmente completado a vida como é esperada que os mortais vivam, enquanto permanecem na carne. Ele veio à Terra trazendo a plenitude de Deus para manifestar-se ao homem; e agora transformava-se quase na perfeição de homem, aguardando a ocasião de tornar-se manifesto para Deus. E, tudo isso, antes de completar trinta anos de idade.

<< Back   Next >>

[print]    [email]