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A Administração Do Sistema Local

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O Livro de Urântia

Documento 45

A Administração do Sistema Local

(509.1) 45:0.1 O CENTRO administrativo de Satânia consiste em um agrupamento de esferas arquitetônicas, em um total de cinqüenta e sete: a própria Jerusém, sete satélites maiores e quarenta e nove subsatélites. Embora Jerusém, a capital do sistema, tenha quase cem vezes o tamanho de Urântia, mesmo nessa proporção, a sua gravidade é ligeiramente menor. Os satélites principais de Jerusém são os sete mundos de transição, cada um deles sendo cerca de dez vezes maior que Urântia; enquanto os sete subsatélites dessas esferas de transição têm aproximadamente o tamanho de Urântia.

(509.2) 45:0.2 Os sete mundos das mansões são os sete subsatélites do mundo de transição número um.

(509.3) 45:0.3 Todo esse sistema de cinqüenta e sete mundos arquitetônicos é independentemente iluminado, aquecido, abastecido de água e energizado pela coordenação do Centro de Potência de Satânia e os Mestres Controladores Físicos, de acordo com a técnica estabelecida pela organização física e os dispositivos dessas esferas especialmente criadas. Elas também são fisicamente cuidadas e mantidas, sob outros aspectos, pelos espornágias nativos.

1. Mundos de Cultura de Transição

(509.4) 45:1.1 Os sete mundos principais que giram em torno de Jerusém geralmente são conhecidos como as esferas de cultura de transição. Os seus governantes são designados, de tempos em tempos, pelo conselho executivo supremo de Jerusém. Essas esferas são numeradas e nomeadas do seguinte modo:

(509.5) 45:1.2 Número 1. O Mundo Finalitor. Esta é a sede-central do corpo de finalitores do sistema local, ela encontra-se rodeada dos mundos de recepção, os sete mundos das mansões, devotados integralmente ao esquema de ascensão mortal. O mundo dos finalitores é acessível aos habitantes de todos os sete mundos das mansões. Os serafins de transporte levam e trazem as personalidades ascendentes nas peregrinações destinadas ao cultivo da sua fé para o destino último dos mortais em transição. Embora os finalitores e as suas estruturas não sejam, em geral, perceptíveis para a visão moroncial, vós ficareis mais do que emocionados quando, de tempos em tempos, os transformadores de energia e os Supervisores do Poder Moroncial vos capacitarem, momentaneamente, para que possais enxergar essas personalidades elevadas do espírito, que, na verdade, já completaram a ascensão ao Paraíso e retornaram, a esses mesmos mundos onde vós estais começando a vossa longa jornada, para garantir que possais e que ireis mesmo completar também a vossa estupenda tarefa. Todos aqueles que permanecem nos mundos das mansões vão à esfera finalitora, pelo menos uma vez por ano, para tais assembléias de visualização dos finalitores.

(510.1) 45:1.3 Número 2. O Mundo Moroncial. Este planeta é a sede-central dos supervisores da vida moroncial e está rodeado das sete esferas nas quais os chefes moronciais educam os seus companheiros e ajudantes, todos eles seres moronciais e mortais ascendentes.

(510.2) 45:1.4 Passando pelos sete mundos das mansões, vós ireis também avançar, seguindo por essas esferas culturais e sociais de contato moroncial crescente. Quando avançardes do primeiro para o segundo mundo das mansões, adquirireis o direito de permissão para visita à sede-central de transição número dois, o mundo moroncial, e assim por diante. E, quando estiverdes presentes em qualquer dessas seis esferas culturais, podereis, a convite, visitar e observar qualquer um dentre os sete mundos dos grupos de atividades interligadas que as rodeiam.

(510.3) 45:1.5 Número 3. O Mundo Angélico. Esta é a sede-central de todas as hostes seráficas empenhadas nas atividades do sistema, e é rodeada pelos sete mundos de educação e de instrução Angélica, os quais são as esferas sociais seráficas.

(510.4) 45:1.6 Número 4. O Mundo Superangélico. Esta esfera é o lar, em Satânia, dos Brilhantes Estrelas Vespertinas e de uma vasta congregação de seres coordenados e quase-coordenados. Os sete satélites desse mundo são destinados aos sete grupos maiores desses seres celestes desprovidos de uma denominação.

(510.5) 45:1.7 Número 5. O Mundo dos Filhos. Este planeta é a sede-central dos Filhos divinos de todas as ordens, incluindo os filhos trinitarizados por criaturas. Os sete mundos que o rodeiam são devotados a certos agrupamentos individuais desses filhos de conexão divina.

(510.6) 45:1.8 Número 6. O Mundo do Espírito. Esta esfera serve de local de encontro para as altas personalidades do Espírito Infinito, no sistema. Os sete satélites que a rodeiam são destinados aos grupos individuais dessas diversas ordens. Mas, no mundo de transição de número seis, não há representação local alguma do Espírito, nem a presença dele é para ser observada nas capitais dos sistemas; a Ministra Divina de Sálvington está em todos os lugares de Nébadon.

(510.7) 45:1.9 Número 7. O Mundo do Pai. Esta é a esfera silenciosa do sistema. Nenhum grupo de seres fica domiciliado ali. O grande templo da luz ocupa um lugar central, mas lá dentro não se pode discernir ninguém. Todos os seres, de todos os mundos do sistema, são bem-vindos como adoradores.

(510.8) 45:1.10 Os sete satélites em torno do mundo do Pai são utilizados de modos variados nos diferentes sistemas. Em Satânia, estão agora sendo usados como esferas de detenção para os grupos aprisionados da rebelião de Lúcifer. A capital da constelação, Edêntia, não tem mundos de prisão análogos; os poucos serafins e querubins que se uniram aos rebeldes, na rebelião de Satânia, foram há muito confinados nesses mundos de isolamento de Jerusém.

(510.9) 45:1.11 Como hóspedes do sétimo mundo das mansões, tereis acesso ao sétimo mundo de transição, a esfera do Pai Universal, e também vos é permitido visitar os mundos-prisão de Satânia em torno desse planeta, onde agora estão confinados Lúcifer e a maioria das personalidades que o seguiram na rebelião contra Michael. E esse triste espetáculo tem sido observado durante as idades recentes e continuará a servir como um aviso solene a todo o Nébadon, até que os Anciães dos Dias julguem os pecados de Lúcifer e dos seus parceiros caídos, que rejeitaram a salvação oferecida por Michael, o Pai deles, no universo.

2. O Soberano do Sistema

(511.1) 45:2.1 O dirigente executivo de um sistema local de mundos habitados é um Filho Lanonandeque primário, o Soberano do Sistema. No nosso universo local, a esses soberanos são confiadas as grandes responsabilidades executivas; são dadas a eles prerrogativas pessoais incomuns. Nem todos universos, no entanto, nem mesmo Orvônton, encontram-se tão organizados a ponto de permitir que os Soberanos dos Sistemas exerçam poderes decisórios tão inusitadamente amplos de arbítrio pessoal, ao dirigirem os assuntos do sistema. Todavia, ainda assim, em toda a história de Nébadon, apenas por três vezes esses executivos sem limitações demonstraram deslealdade. A rebelião de Lúcifer, no sistema de Satânia, foi a mais recente e de âmbito mais amplo.

(511.2) 45:2.2 Em Satânia, mesmo depois desse levante desastroso, absolutamente nenhuma mudança foi implementada na técnica da administração do sistema. O atual Soberano do Sistema possui todo o poder e exerce toda a autoridade com a qual foi investido o seu predecessor indigno, exceto por algumas questões, agora sob a supervisão dos Pais da Constelação, questões estas que os Anciães dos Dias ainda não restituíram plenamente a Lanaforge, o sucessor de Lúcifer.

(511.3) 45:2.3 O atual dirigente de Satânia é um governante amável e brilhante; sendo um soberano testado contra rebeliões. Quando serviu como Soberano assistente de Sistema, Lanaforge foi fiel a Michael, em um levante anterior no universo de Nébadon. Esse poderoso e brilhante Senhor de Satânia é um administrador testado e aprovado. Na época da segunda rebelião, em um sistema em Nébadon, quando o Soberano do Sistema tropeçou e caiu na escuridão, Lanaforge, o primeiro assistente desse dirigente em erro, tomou as rédeas do governo para, então, conduzir os assuntos do sistema de um modo tal que relativamente poucas personalidades se perdessem, seja nos mundos sedes-centrais, seja nos planetas habitados daquele sistema desafortunado. Lanaforge traz a distinção de ser o único Filho Lanonandeque primário, em todo o Nébadon, que, nesse caso, funcionou lealmente a serviço de Michael, e mesmo diante da falta do seu irmão de autoridade superior e classe precedente. Lanaforge provavelmente não será removido de Jerusém, até que todos os resultados da loucura anterior hajam sido superados e os produtos da rebelião sejam expurgados de Satânia.

(511.4) 45:2.4 Se bem que nem todos os assuntos dos mundos isolados de Satânia hajam sido remetidos à sua jurisdição, Lanaforge demonstra grande interesse pelo bem-estar deles e é um visitante freqüente de Urântia. Como em outros sistemas normais, o Soberano preside ao conselho dos governantes dos mundos, dos Príncipes Planetários e governadores gerais residentes dos mundos isolados. Esse conselho planetário reúne-se, de tempos em tempos, na sede-central do sistema — “Quando os Filhos de Deus congregam-se”.

(511.5) 45:2.5 Uma vez por semana, a cada dez dias, em Jerusém, o Soberano realiza um conclave com algum dos grupos das várias ordens de personalidades domiciliadas no mundo sede-central. Estas são horas encantadoramente informais em Jerusém; e são ocasiões para jamais serem esquecidas. Em Jerusém, existe um clima maximizado de fraternidade entre todas as várias ordens de seres e entre cada um desses grupos e os Soberanos de Sistemas.

(511.6) 45:2.6 Essas reuniões singulares ocorrem no mar de cristal, o grande campo de reuniões da capital do sistema. São ocasiões puramente sociais e espirituais; nada que diga respeito à administração planetária, nem mesmo ao plano ascendente, é jamais discutido. Os mortais ascendentes congregam-se, nesses momentos, meramente para desfrutar e estar com os seus companheiros jerusemitas. Os grupos que não estão sendo recebidos pelo Soberano, nessas reuniões semanais de descanso, reúnem-se nas suas próprias sedes.

3. O Governo do Sistema

(512.1) 45:3.1 O dirigente executivo de um sistema local, o Soberano do Sistema, é sempre apoiado por dois ou três Filhos Lanonandeques, que atuam como primeiro e segundo assistentes. Entretanto, no momento presente, o sistema de Satânia está sendo administrado por uma junta de sete Lanonandeques:

(512.2) 45:3.2 1. O Soberano do Sistema — Lanaforge, número 2 709 da ordem primária e sucessor do apóstata Lúcifer.
(512.3) 45:3.3 2. O primeiro assistente do Soberano — Mansurótia, número 17 841 dos Lanonandeques terciários. Ele foi despachado para Satânia junto com Lanaforge.
(512.4) 45:3.4 3. O segundo assistente do Soberano — Sadib, número 271 402 da ordem terciária. Sadib também veio para Satânia junto com Lanaforge.
(512.5) 45:3.5 4. O custódio do sistema — Holdant, número 19 do corpo terciário, encarregado do controle de todos os espíritos acima da ordem da existência mortal, que se encontram confinados. Holdant também veio para Satânia com Lanaforge.
(512.6) 45:3.6 5. O registrador do sistema — Vílton, o secretário do ministério Lanonandeque do sistema de Satânia, número 374 da terceira ordem. Vílton era um membro do grupo original de Lanaforge.
(512.7) 45:3.7 6. O diretor das auto-outorgas — Fortant, número 319 847 das reservas dos Lanonandeques secundários, e temporariamente diretor de todas as atividades do universo transplantadas para Jerusém, desde a auto-outorga de Michael, em Urântia. Fortant esteve ligado à assessoria de Lanaforge por mil e novecentos anos do tempo de Urântia.
(512.8) 45:3.8 7. O conselheiro elevado — Hanavard, número 67 dos Filhos Lanonandeques primários, e membro do elevado corpo de conselheiros e coordenadores do universo. Ele atua como presidente em exercício do conselho executivo de Satânia. Hanavard é o décimo-segundo dessa ordem a servir em Jerusém, desde a rebelião de Lúcifer.

(512.9) 45:3.9 Esse grupo executivo de sete Lanonandeques constitui a administração de emergência, ampliada, tornada necessária por exigência da rebelião de Lúcifer. Apenas as cortes menores são realizadas em Jerusém, já que o sistema é a unidade de administração, não de julgamento, mas a administração Lanonandeque é apoiada pelo conselho executivo de Jerusém, o corpo supremo do conselho de Satânia. Esse conselho consiste de doze membros:

(512.10) 45:3.10 1. Hanavard, o presidente Lanonandeque.
(512.11) 45:3.11 2. Lanaforge, o Soberano do Sistema.
(512.12) 45:3.12 3. Mansurótia, o primeiro assistente do Soberano.
(512.13) 45:3.13 4. O dirigente dos Melquisedeques de Satânia.
(512.14) 45:3.14 5. O diretor em exercício dos Portadores da Vida de Satânia.
(512.15) 45:3.15 6. O dirigente dos finalitores de Satânia.
(512.16) 45:3.16 7. O Adão original de Satânia, o chefe supervisor dos Filhos Materiais.
(512.17) 45:3.17 8. O diretor das hostes seráficas de Satânia.
(512.18) 45:3.18 9. O chefe dos controladores físicos de Satânia.
(512.19) 45:3.19 10. O diretor dos Supervisores do Poder Moroncial do sistema.
(513.1) 45:3.20 11. O diretor em exercício das criaturas intermediárias do sistema, em exercício.
(513.2) 45:3.21 12. O comandante em exercício do corpo dos mortais ascendentes.

(513.3) 45:3.22 Esse conselho elege, periodicamente, três membros para representar o sistema local no conselho supremo da sede-central do universo, mas tal representação está suspensa por causa da rebelião. Satânia agora tem um observador na sede-central do universo local, porém, desde a auto-outorga de Michael, o sistema retomou a eleição de dez membros para a legislatura de Edêntia.

4. Os Quatro-e-vinte Conselheiros

(513.4) 45:4.1 No centro dos sete círculos residenciais angélicos, em Jerusém, está localizada a sede-central do conselho consultor de Urântia, com os quatro-e-mais-vinte conselheiros. João, o Revelador, chamou-os de os vinte e quatro Anciães: “E, ao redor do trono, havia vinte e quatro assentos e, nos assentos, eu vi vinte e quatro Anciães assentados, vestidos de togas brancas”. O trono, ao centro desse grupo, é o assento do juízo do arcanjo que preside ao trono da lista de chamada da ressurreição, em misericórdia e em justiça, para todo o Satânia. Esse juízo tem acontecido sempre em Jerusém, mas os vinte e quatro assentos à sua volta foram colocados em posição, há não mais do que mil e novecentos anos, logo depois que Cristo Michael foi elevado à soberania plena de Nébadon. Esses quatro-e-vinte conselheiros são os seus agentes pessoais em Jerusém, e têm autoridade para representar o Filho Mestre em todas as questões que concernem às listas de chamadas de Satânia e em muitas outras fases do esquema da ascensão mortal nos mundos isolados do sistema. São os agentes designados para executar as solicitações especiais de Gabriel e os mandados pouco habituais de Michael.

(513.5) 45:4.2 Esses vinte e quatro conselheiros foram recrutados das oito raças de Urântia, e os últimos desse grupo foram congregados na época da lista de chamada da ressurreição feita por Michael, mil e novecentos anos atrás. Esse conselho consultor de Urântia é constituído pelos seguintes membros:

(513.6) 45:4.3 1. Onagar, a mente-mestra da idade anterior ao Príncipe Planetário, que dirigiu os seus companheiros na adoração do “Doador do Alento”.

(513.7) 45:4.4 2. Mansant, o grande educador da idade pós-Príncipe Planetário, em Urântia, que orientou os seus companheiros para a veneração da “Grande Luz”.

(513.8) 45:4.5 3. Onamonalonton, um líder muito antigo dos homens vermelhos e aquele que afastou essa raça da adoração de deuses múltiplos conduzindo-a à veneração do “Grande Espírito”.

(513.9) 45:4.6 4. Orlandof, um príncipe dos homens azuis e líder deles no reconhecimento da divindade do “Chefe Supremo”.

(513.10) 45:4.7 5. Porshunta, o oráculo da extinta raça alaranjada e o líder desse povo na adoração do “Grande Mestre”.

(513.11) 45:4.8 6. Singlangton, o primeiro dos homens amarelos a ensinar e a liderar o seu povo na adoração da “Verdade Única”, em lugar de muitas. Há milhares de anos, o homem amarelo já sabia da existência do único Deus.

(513.12) 45:4.9 7. Fantad, aquele que livrou os homens verdes das trevas e que foi o seu líder na adoração da “Única Fonte da Vida”.

(513.13) 45:4.10 8. Orvonon, aquele que trouxe a luz às raças índigo-negras e o líder delas, de então, no serviço ao “Deus dos Deuses”.

(514.1) 45:4.11 9. Adão, o desacreditado, mas reabilitado pai planetário de Urântia, um Filho Material de Deus que foi relegado à semelhança da carne mortal, mas que sobreviveu e, posteriormente, foi elevado a essa posição por decreto de Michael.

(514.2) 45:4.12 10. Eva, a mãe da raça violeta de Urântia, que sofreu a punição pelo erro, junto com o seu companheiro; e que também foi reabilitada com ele e designada para servir neste grupo de sobreviventes mortais.

(514.3) 45:4.13 11. Enoch, o primeiro dos mortais de Urântia a fusionar-se com o Ajustador do Pensamento durante a vida mortal na carne.

(514.4) 45:4.14 12. Moisés, o emancipador de uma parte remanescente da raça violeta submergida e incentivador da restauração da adoração do Pai Universal sob o nome de “O Deus de Israel”.

(514.5) 45:4.15 13. Elias, uma alma de brilhante êxito espiritual, transladada durante a idade pós-Filho Material.

(514.6) 45:4.16 14. Maquiventa Melquisedeque, o único Filho dessa ordem a auto-outorgar a si próprio às raças de Urântia. Se bem que ainda continue sendo numerado como um Melquisedeque, ele transformou-se “para sempre em um ministro dos Altíssimos”, assumindo eternamente o compromisso do serviço como mortal ascendente, tendo estado em Urântia à semelhança da carne mortal, em Salém, nos dias de Abraão. Esse Melquisedeque foi recentemente proclamado Príncipe Planetário vice-regente de Urântia, com sede-central em Jerusém e com autoridade para atuar em nome de Michael, que atualmente é o Príncipe Planetário do mundo onde experienciou, na forma humana, a sua auto-outorga final. Apesar disso, Urântia é supervisionada ainda por governadores gerais residentes sucessivos, membros dos quatro-e-vinte conselheiros.

(514.7) 45:4.17 15. João Batista, o predecessor da missão de Michael em Urântia e, na carne, primo distante do Filho do Homem.

(514.8) 45:4.18 16. 1-2-3 o Primeiro, líder das criaturas intermediárias leais a serviço de Gabriel, na época da traição de Caligástia; elevado a esta posição por Michael logo depois de entrar em soberania incondicional.

(514.9) 45:4.19 Essas personalidades selecionadas estão, atualmente, eximidas do regime ascensional, por solicitação de Gabriel; e não temos nenhuma idéia de quanto tempo eles podem servir nessas funções.

(514.10) 45:4.20 Os assentos de números 17, 18, 19 e 20 não são ocupados de modo permanente. Estão temporariamente ocupados, por consentimento unânime dos dezesseis membros permanentes, mas são mantidos abertos para a designação futura de mortais ascendentes da idade atual de pós-outorga de um Filho em Urântia.

(514.11) 45:4.21 Os assentos 21, 22, 23 e 24 estão do mesmo modo preenchidos temporariamente; e são mantidos reservados para os grandes mestres de idades posteriores, que se seguirão, indubitavelmente, à idade presente. As eras dos Filhos Magisteriais e dos Filhos Instrutores, bem como as idades de luz e vida estão sendo antecipadas para Urântia, sejam quais forem as visitações inesperadas de Filhos divinos que possam ou não ocorrer.

5. Os Filhos Materiais

(514.12) 45:5.1 As grandes divisões da vida celeste têm as suas sedes-centrais, e as suas imensas reservas, em Jerusém, incluindo as várias ordens de Filhos divinos, de espíritos elevados, de superanjos, de anjos e de criaturas intermediárias. A morada central desse setor maravilhoso é o templo principal dos Filhos Materiais.

(515.1) 45:5.2 O domínio dos Adãos é o centro de atração, para todos os recém-chegados em Jerusém. É uma área enorme que consiste de mil centros, se bem que cada família, de Filhos e Filhas Materiais, viva em um domínio próprio, até a época da partida dos seus membros para o serviço nos mundos evolucionários do espaço, ou até o seu embarque na carreira de ascensão ao Paraíso.

(515.2) 45:5.3 Esses Filhos Materiais são o tipo mais elevado de seres que se reproduzem por meio do sexo, os quais podem ser encontrados nas esferas de educação dos universos em evolução. E são realmente materiais; mesmo os Adãos e as Evas Planetários são totalmente visíveis para as raças mortais dos mundos habitados. Esses Filhos Materiais são o último vínculo físico, na cadeia das personalidades, que se estende desde a divindade e a perfeição acima, até a humanidade e a existência material abaixo. Esses Filhos proporcionam aos mundos habitados uma intermediação de contato mútuo entre o Príncipe Planetário invisível e as criaturas materiais dos reinos.

(515.3) 45:5.4 No último recenseamento milenar, em Sálvington, havia o registro, em Nébadon, de 161 432 840 Filhos e Filhas Materiais, com status de cidadania, nas capitais dos sistemas locais. O número de Filhos Materiais varia nos diferentes sistemas; e o seu número está aumentando constantemente pela reprodução natural. No exercício das suas funções de reprodução, eles não são guiados inteiramente apenas pelos desejos pessoais das personalidades envolvidas, mas, também, pelos conselhos consultivos e pelo corpo mais elevado de governantes.

(515.4) 45:5.5 Esses Filhos e Filhas Materiais são os habitantes permanentes de Jerusém e seus mundos interligados. Eles ocupam vastas áreas em Jerusém e participam liberalmente da direção local da esfera da capital, administrando praticamente todos os assuntos de rotina, com a assistência de criaturas intermediárias e seres ascendentes.

(515.5) 45:5.6 Em Jerusém, esses Filhos reprodutores têm a permissão para fazer experimentos com os ideais de autogoverno, segundo a maneira dos Melquisedeques; e estão concretizando um tipo muito elevado de sociedade. Às ordens mais elevadas de filiação reservam-se as funções do veto no reino; no entanto, para quase todos os aspectos, os adamitas de Jerusém governam a si próprios por meio do sufrágio universal em governo representativo. Dentro de algum tempo, eles esperam que lhes seja concedida uma autonomia virtualmente completa.

(515.6) 45:5.7 O caráter do serviço dos Filhos Materiais é grandemente determinado pelas idades deles. Conquanto não sejam ainda elegíveis para serem admitidos na Universidade Melquisedeque de Sálvington — sendo materiais e comumente limitados a certos planetas — , entretanto, os Melquisedeques mantêm fortes corpos docentes nas faculdades das sedes-centrais de cada sistema, para a instrução das gerações mais jovens desses Filhos Materiais. Os sistemas de aperfeiçoamento educacional e espiritual, providos para o desenvolvimento dos Filhos e Filhas Materiais mais jovens, são o máximo da perfeição em termos de metas nas técnicas e nas aplicações práticas.

6. A Educação Adâmica dos Ascendentes

(515.7) 45:6.1 Os Filhos e Filhas Materiais, junto com os seus filhos, são um espetáculo atraente que nunca deixa de despertar a curiosidade e atrair a atenção de todos os mortais ascendentes. Tão semelhantes eles são às vossas próprias raças materiais sexuadas, que encontrareis de parte a parte um grande interesse comum, nos pensamentos e nas ocupações, quando da vossa época de contato fraterno.

(515.8) 45:6.2 Os sobreviventes mortais passam grande parte do seu lazer na capital do sistema, observando e estudando os hábitos de vida e conduta dessas criaturas sexuadas superiores semifísicas, pois esses cidadãos de Jerusém são os padrinhos e mentores imediatos dos sobreviventes mortais desde o momento no qual atingem a cidadania no mundo-sede até o da partida para Edêntia.

(516.1) 45:6.3 Nos sete mundos das mansões, os mortais ascendentes têm amplas oportunidades de compensar todas e quaisquer privações experienciais sofridas nos seus mundos de origem, seja devido à herança, ao ambiente ou a um término prematuro infeliz da carreira na carne. Isso é verdadeiro em todos os sentidos, salvo para a vida sexual mortal e para os ajustamentos que a acompanham. Milhares de mortais alcançam os mundos das mansões sem se haverem beneficiado particularmente da disciplina derivada das relações sexuais usuais nas suas esferas de nascimento. A experiência nos mundos das mansões pouca oportunidade pode dar para compensar essas privações bastante pessoais. A experiência sexual, em um sentido físico, faz parte do passado para os seres ascendentes; entretanto, na associação estreita com os Filhos e Filhas Materiais, tanto individualmente quanto como membros das suas famílias, esses mortais sexualmente carentes serão capazes de compensar os aspectos sociais, intelectuais, emocionais e espirituais em tudo o que houverem sido deficientes. Assim, a todos aqueles humanos, a quem as circunstâncias ou o juízo errôneo houverem privado dos benefícios de ligações sexuais vantajosas nos mundos evolucionários, aqui, na capital do sistema, são oferecidas oportunidades plenas de adquirir essas experiências mortais essenciais, em associação íntima e amorosa com as supernas criaturas sexuadas Adâmicas de residência permanente nas capitais dos sistemas.

(516.2) 45:6.4 Nenhum mortal sobrevivente, nenhum ser intermediário, ou serafim, pode ascender ao Paraíso, alcançar o Pai, nem ser incorporado ao Corpo de Finalidade, sem haver passado pela experiência sublime de estabelecer uma relação de paternidade com as crianças em evolução, dos mundos, ou sem ter alguma outra experiência análoga e equivalente. A relação entre a criança e os seus pais é fundamental para o conceito essencial que devemos ter do Pai Universal e suas crianças no universo. Portanto, essa experiência torna-se indispensável à educação experiencial de todos os ascendentes.

(516.3) 45:6.5 As criaturas intermediárias ascendentes e os serafins evolucionários devem passar por essa experiência de paternidade, em associação com os Filhos e Filhas Materiais da sede-central do sistema. Assim, esses ascendentes não-reprodutores ganham uma experiência de paternidade, ajudando aos Adãos e Evas, em Jerusém, na criação e na educação da sua progênie.

(516.4) 45:6.6 Todos os mortais sobreviventes que não experimentaram a paternidade, nos mundos evolucionários, devem também adquirir esse aperfeiçoamento necessário enquanto permanecem nos lares dos Filhos Materiais de Jerusém, e como pais colaboradores desses esplêndidos pais e mães. Isso é verdade, exceto no caso em que esses mortais tenham sido capazes de compensar as suas deficiências nos berçários do sistema, localizados no primeiro mundo de cultura transicional de Jerusém.

(516.5) 45:6.7 Esse berçário probatório de Satânia é mantido por algumas personalidades moronciais no mundo dos finalitores, onde a metade do planeta se dedica a esse trabalho de educar as crianças. Aqui, algumas crianças, filhas dos mortais sobreviventes, são recebidas e recompostas, tais como aquelas que pereceram nos mundos evolucionários antes de adquirirem o status espiritual como indivíduos. A ascensão de qualquer dos seus progenitores naturais garante que a essa criança mortal dos reinos seja outorgada a repersonalização, no planeta dos finalitores do sistema; e que ali lhe seja permitido demonstrar, pelo próprio livre-arbítrio subseqüente, se fará ou não a escolha de seguir o caminho da ascensão mortal dos progenitores. As crianças, aqui, apresentam-se como no mundo do seu nascimento, exceto pela ausência da diferenciação sexual. Não há reprodução à maneira mortal, após a experiência da vida nos mundos habitados.

(517.1) 45:6.8 Os estudantes dos mundos das mansões que têm uma ou mais crianças no berçário probatório do mundo dos finalitores, e que apresentam deficiências quanto à experiência essencial da paternidade, podem solicitar a permissão de um Melquisedeque para efetivar a sua transferência temporária, dos deveres da ascensão, nos mundos das mansões, para o mundo dos finalitores, onde lhes é dada a oportunidade de funcionar como progenitores solidários dos seus próprios filhos e outras crianças. Esse serviço de incumbência da paternidade pode ser, mais tarde, creditado em Jerusém como equivalente à metade da educação a que esses seres ascendentes devem submeter-se nas famílias dos Filhos e Filhas Materiais.

(517.2) 45:6.9 O berçário probatório é supervisionado por mil casais de Filhos e Filhas Materiais, voluntários das colônias da sua ordem em Jerusém. Eles são diretamente assistidos por cerca de um número igual de grupos de pais midsonitas voluntários, os quais se detêm aqui para prestar esse serviço, no seu caminho do mundo midsonita de Satânia, a um destino não revelado, nos mundos especiais que lhes são reservados entre as esferas dos finalitores de Sálvington.

7. As Escolas Melquisedeques

(517.3) 45:7.1 Os Melquisedeques são os diretores do grande corpo de instrutores — de criaturas volitivas parcialmente espiritualizadas e outras — os quais funcionam de modo tão satisfatório em Jerusém e seus mundos interligados, mas especialmente nos sete mundos das mansões. Estes são os planetas de detenção, onde os mortais que não conseguiram a realização da fusão com os seus Ajustadores residentes, durante a vida na carne, são reabilitados na forma transitória, para receber mais ajuda e desfrutar de uma oportunidade ampla de continuar seus esforços de realização espiritual, os mesmos esforços que foram prematuramente interrompidos pela morte. Ou se, por qualquer outra razão, por alguma dificuldade hereditária, de ambiente desfavorável, ou por conspiração das circunstâncias, a realização dessa alma não houver sido completada, não importa o motivo, todos aqueles que têm um propósito verdadeiro e são dignos, em espírito, encontram-se a si próprios, tais como eles próprios são, presentes nos planetas de continuação, onde devem aprender a ter a mestria daquilo que é essencial à carreira eterna, e possuir, eles próprios, os traços que não adquiriram, ou que não puderam adquirir, durante o tempo de vida na carne.

(517.4) 45:7.2 Os Brilhantes Estrelas Vespertinas (e os seus coordenados, não denominados) freqüentemente servem como educadores nas várias missões educacionais do universo, incluindo as promovidas pelos Melquisedeques. Os Filhos Instrutores da Trindade também colaboram, conferindo os toques da perfeição do Paraíso a essas escolas de educação e aperfeiçoamento progressivo. Mas nem todas essas atividades são exclusivamente dedicadas ao avanço dos mortais ascendentes; muitas estão igualmente ligadas à educação progressiva das personalidades espirituais nativas de Nébadon.

(517.5) 45:7.3 Os Filhos Melquisedeques conduzem mais de trinta centros educacionais diferentes, em Jerusém. Essas escolas de aperfeiçoamento começam com o colégio de auto-avaliação e terminam com as escolas de cidadania de Jerusém, onde os Filhos e Filhas Materiais juntam-se aos Melquisedeques e a outros, no seu esforço supremo de qualificar os sobreviventes mortais para assumir as altas responsabilidades do governo representativo. Todo o universo encontra-se organizado e administrado segundo um plano representativo. O governo representativo é o ideal divino do autogoverno entre os seres que não são perfeitos.

(517.6) 45:7.4 A cada cem anos do tempo do universo, um sistema seleciona os seus dez representantes para sentarem-se na legislatura da constelação. Eles são escolhidos pelo conselho de mil votantes de Jerusém, um corpo eletivo incumbido do dever de representar os grupos do sistema quanto a todas as questões delegadas ou designadas. Todos representantes ou outros delegados são selecionados pelo conselho dos mil eleitores; e devem ter sido graduados pela escola mais elevada da Universidade Melquisedeque de Administração, como também o são todos aqueles que constituem esse grupo de mil eleitores. Essa escola é mantida pelos Melquisedeques, assistidos mais recentemente pelos finalitores.

(518.1) 45:7.5 Existem muitos corpos eletivos em Jerusém e, de tempos em tempos, estes são escolhidos como autoridades, por três ordens de cidadania — a dos Filhos e Filhas Materiais, a dos serafins e dos seus companheiros, inclusive as criaturas intermediárias, e a dos mortais ascendentes. Para receber a indicação, como representante de honra, um candidato deve ter obtido o reconhecimento exigido pelas escolas Melquisedeques de administração.

(518.2) 45:7.6 O sufrágio é universal em Jerusém, entre esses três grupos de cidadania, mas os votos têm valores diferenciados, de acordo com o status de posse pessoal, reconhecido e devidamente registrado, da mota — a sabedoria moroncial. O voto emitido por qualquer personalidade, em uma eleição em Jerusém, tem um valor que varia de um a mil. Os cidadãos de Jerusém são assim classificados, de acordo com a sua conquista em termos de mota.

(518.3) 45:7.7 De tempos em tempos, os cidadãos de Jerusém apresentam-se aos examinadores Melquisedeques, que certificam sobre o seu alcance em sabedoria moroncial. Então, eles apresentam-se perante o corpo de examinadores dos Brilhantes Estrelas Vespertinas ou seus designados, que verificam o grau do seu discernimento espiritual. Em seguida, eles comparecem à presença dos quatro-e-vinte conselheiros e colaboradores seus, que avaliam o seu status de realização experiencial de socialização. Esses três fatores são então levados aos arquivistas da cidadania do governo representativo, que rapidamente registram o seu status de mota e, de acordo com isso, demarcam as qualificações do sufrágio.

(518.4) 45:7.8 Sob a supervisão dos Melquisedeques, os mortais ascendentes, especialmente aqueles que estão em atraso com a sua unificação de personalidade nos novos níveis moronciais, são levados pela mão, pelos Filhos Materiais, e recebem um aperfeiçoamento intensivo, destinado a retificar as suas deficiências. Nenhum mortal ascendente deixa a sede-central do sistema, para a carreira de socialização mais extensiva e variada da constelação, antes que esses Filhos Materiais atestem o alcance da sua realização na mota da personalidade — uma individualidade que combina a existência mortal completada, em associação experiencial com a carreira moroncial que está brotando; ambas sendo devidamente amalgamadas pelo supercontole espiritual do Ajustador do Pensamento.

(518.5) 45:7.9 [Apresentado por um Melquisedeque, designado temporariamente para Urântia.]

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